Sobe para 20 número de mortos pela chuva em Petrópolis

Bombeiros encontraram nesta terça-feira mais quatro corpos de pessoas soterradas em deslizamentos de terra provocados pela chuva em Petrópolis, elevando para 20 o número de mortos na cidade da Região Serrana do Rio de Janeiro mais atingida pelo temporal.

Reuters

19 de março de 2013 | 14h56

Os bombeiros ainda buscam um número indeterminado de desaparecidos, e há riscos de novos deslizamentos em consequência da chuva leve intermitente que continuou caindo sobre a região, de acordo com o coronel Sérgio Simões, secretário de Estado de Defesa Civil e comandante do Corpo de Bombeiros.

Estima-se que 10 a 15 pessoas ainda estejam soterradas, de acordo com a Agência Brasil. Os bombeiros não confirmam esses números.

Entre os mortos estão dois membros da Defesa Civil de Petrópolis, que foram soterrados durante uma tentativa de resgate.

A chuva forte atingiu o Estado do Rio na noite de domingo e madrugada de segunda-feira, provocando deslizamentos de encostas e alagamentos de ruas e estradas em consequência do transbordamento de rios, principalmente na Região Serrana e na Baixada Fluminense.

Em Petrópolis, a cerca de 60 km do Rio, foram registrados 21 pontos de escorregamento ou alagamento. A localidade mais afetada pela chuva na cidade, Quitandinha, teve um acúmulo de 420 mm de precipitação em 24 horas. O esperado para o mês era 287 mm na cidade, segundo cálculos do Instituto Somar.

De acordo com a Secretaria de Estado de Defesa Civil e Corpo de Bombeiros, a previsão do tempo é de chuva fraca a moderada em todo o Estado nesta terça, com tendência de melhora a partir de quarta-feira.

"A chuva agrava a instabilidade do terreno, ainda estamos em alerta máximo", disse a jornalistas em Petrópolis o coronel Sérgio Simões. "Há necessidade que as pessoas obedeçam as sinalizações e fiquem fora de suas casas nesse período crítico."

A presidente Dilma Rousseff, que na segunda-feira defendeu que sejam tomadas medidas "mais drásticas" para que as pessoas deixem regiões de risco, voltou a cobrar nesta terça ações para impedir construções em áreas ameaçadas.

"Não pode construir. Não pode deixar construir. E, em uma questão de emergência, a pessoa tem que sair. Tem que ter essa consciência", disse Dilma, depois de participar em Roma da missa inaugural do papa Francisco, segundo a Agência Brasil.

"A pessoa que estiver morando na zona de risco, a gente tem que oferecer condições para ela sair. Nós já fizemos isso em vários outros lugares, mas sempre há pessoas que resistem. Então, há que ter essa atitude", acrescentou.

Além de Petrópolis, também foram atingidos os municípios fluminenses de Angra dos Reis, Mangaratiba, Niterói e Teresópolis. Cidades do litoral norte de São Paulo e da baixada santista também sofreram os efeitos da chuva.

A Região Serrana do Rio foi atingida em janeiro de 2011 pelo maior desastre climático da história do país, quando um outro temporal de grandes proporções deixou quase mil mortos e destruiu diversas casas, além de alterar a geografia e a topografia de bairros e localidades urbanas e rurais.

No início do ano passado a chuva também deixou vítimas na região, onde diversas obras de prevenção a desastres prometidas após a tragédia de 2011 ainda não foram feitas. Em alguns locais de risco foram implantados sistemas de sirenes, que segundo as autoridades contribuíram para uma redução no número de vítimas das chuvas.

(Por Pedro Fonseca)

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