Sobe para 52 número de PMs presos no Rio

Subiu para 52 o número de policiais militares do 15º Batalhão de Polícia Militar de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, presos sob acusação de associação para o tráfico, corrupção ativa e passiva e concussão (crime praticado por funcionário público). A investigação da Polícia Civil fez a Justiça expedir 59 mandados de prisão contra sargentos, soldados e cabos, ou quase 10% do efetivo de 617 homens do batalhão, sendo 57 PMs da ativa e dois reformados. O secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, estuda a hipótese de chamar agentes da Força Nacional de Segurança para cobrir as áreas patrulhadas pelos policiais. O secretário não descartou que mais policiais sejam presos. "Se quisermos oferecer segurança pública para a sociedade, é imprescindível este trabalho. Estas atividades são tristes, mas necessárias", disse Beltrame. Dos 59 mandados contra PMs, 52 foram cumpridos. Cinco traficantes foram presos na operação e dois continuam foragidos. Apesar do alto número de policiais envolvidos, o secretário disse que não estranhou a ausência de oficiais da PM entre os acusados. "Não apareceu nenhum oficial porque as investigações não comprovaram. Não adianta forçar a barra. Se tiver envolvimento de oficial, será investigado da mesma forma", disse Beltrame. Apesar de ressaltar a colaboração com as investigações do comandante do 15º BPM, o tenente-coronel José da Silva Macedo Júnior, a troca do comando do batalhão não está descartada pela cúpula da Polícia Militar.O processo de punição dos envolvidos deve ser longo. Eles serão submetidos a um processo administrativo disciplinar que será dividido em averiguação, no Inquérito Policial Militar e na Sindicância. Em seguida, o processo é submetido a um conselho disciplinar formado por 30 oficiais que recomendam ou não a expulsão ao comandante da Polícia Militar. Se condenados na Justiça, os policiais podem pegar pena de até 30 anos pelos crimes.

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