Sobe para 58 número de mortos em naufrágio na Coreia do Sul

Mergulhadores conseguiram chegar ao casco da balsa naufragada Sewol pela primeira vez durante a madrugada deste domingo e o número de mortes confirmadas aumentou de 25 para 58, com 254 pessoas ainda listadas como desaparecidas.

Reuters

20 Abril 2014 | 11h16

Promotores sul-coreanos disseram que querem prolongar a detenção do capitão e de dois outros tripulantes da embarcação, enquanto tentam determinar a causa do acidente da semana passada que provavelmente tirou a vida de mais de 300 pessoas.

A balsa Sewol fazia uma viagem de rotina de 400 quilômetros de Incheon até a ilha de Jeju, em uma quarta-feira de clima tranquilo, transportando 476 passageiros e tripulantes, entre os quais 339 crianças e professores de um colégio que participavam de uma excursão.

Uma ideia mais clara sobre a hora do naufrágio começou a surgir depois que a guarda costeira divulgou uma gravação entre os controladores do tráfego marítimo e o navio.

Testemunhas disseram que o Sewol virou bruscamente antes de começar a naufragar. Ainda não ficou claro por que o navio virou. Mais de duas horas se passaram até ele afundar completamente, mas os passageiros receberam ordens para que ficassem em suas cabines.

De acordo com a transcrição, às 9:25 os controladores disseram ao capitão Lee Joon-seok, de 69 anos, para "resolver qual seria a melhor forma de retirar os passageiros" e que ele deveria "tomar a decisão final sobre se devia ou não deixar a embarcação".

Lee não estava à frente da balsa quando ela virou. A navegação estava nas mãos de um terceiro oficial de 26 anos, que estava no comando pela primeira vez naquele trecho, de acordo com membros da tripulação.

A transcrição mostra a tripulação do navio preocupada por não haver botes de salvamento suficientes para acomodar todos os passageiros. Testemunhas disseram que o capitão e alguns tripulantes entraram nos botes salva-vidas antes dos passageiros.

Mais cedo, Lee disse que temia que os passageiros fossem arrastados pelas fortes correntezas se saltassem para o mar, porém não explicou por que ele abandonou o navio.

O promotor Yang Joong-jin disse em entrevista coletiva em Mokpo, um dos centros da investigação, que alguns membros da tripulação disseram não ter recebido qualquer treinamento de segurança.

"Estamos tentando descobrir se houve negligência adicional", disse o promotor Yang Joong-jin, disse em entrevista coletiva, falando sobre o capitão e a tripulação.

Quando o capitão e dois tripulantes foram presos no sábado, eles foram detidos pela polícia por dez dias e os promotores conseguiram aumentar o período por mais dez dias. Se o novo pedido de prorrogação for concedido, eles poderão ficar presos por 30 dias.

(Reportagem adicional de Chookyung Kim e Sanggyu Lim)

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