Sobram 160 mil vagas para estudar línguas

Cursos gratuitos de inglês, francês e espanhol para alunos da rede estadual têm matrícula até 6ª

Felipe Grandin, O Estado de S.Paulo

08 de junho de 2010 | 00h00

JORNAL DA TARDE

Estão sobrando 160 mil vagas para aulas gratuitas de idiomas na rede estadual de São Paulo. Os cursos são voltados para os alunos do ensino médio e foram criados pelo Programa de Aperfeiçoamento em Idiomas. A matrícula pode ser feita até sexta-feira.

Ao todo são 362.539 vagas distribuídas pelos municípios com mais de 50 mil habitantes do Estado. Os cursos disponíveis são de espanhol, inglês e francês. Podem participar alunos do 2º e do 3º ano do ensino médio e da Educação de Jovens e Adultos.

Apesar do grande número de vagas ociosas ? quase metade do total oferecido ?, a Secretaria Estadual de Educação afirmou que a procura atende à expectativa.

Segundo Sandra Zakia, professora da Faculdade de Educação de São Paulo, a princípio haveria maior número de estudantes interessados em participar. "Certamente isso interessa a um grande contingente de alunos", afirma. De acordo com ela, a ociosidade das vagas poderia ser explicada pela falta de divulgação ou pelas condições de participação.

"Com certeza parte dos interessados não tem acesso ao jornal. Caberia ao governo incrementar a divulgação", diz Zakia. "Outra questão são as exigências, o horário, a carga, que também podem dificultar."

A inscrição deve ser feita na escola onde o aluno está matriculado. Caso haja vagas disponíveis nas escolas de idiomas particulares conveniadas ao programa, o candidato será automaticamente selecionado.

Nas unidades públicas de ensino há 58 mil alunos estudando em 96 Centros de Estudos de Línguas (CEL). As demais vagas estão nas escolas conveniadas. Com exceção do curso de inglês, que dura um ano, os outros levam três anos.

Mais informações podem ser obtidas por meio do telefone 0800-7700012 ou pelo e-mail centralgdae@edunet.sp.gov.br.

Ensino obrigatório. A partir de agosto, o ensino de espanhol passa a ser obrigatório no currículo brasileiro. A lei foi sancionada em 2005 pelo presidente Lula e estabeleceu prazo de cinco anos para transição. O inglês continua obrigatório.

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