Sobrevivente do holocausto lembra horror nazista em SP

"É a memória que nos mantém vivos. É preciso contar às novas gerações tudo que passamos, para que aqueles fatos não se repitam". Foi com essas palavras que Ben Abraham, sobrevivente dos campos concentração nazistas, deu início à cerimônia realizada hoje, em São Paulo, dentro das atividades do Dia Internacional de Lembrança das Vítimas do Holocausto, oficialmente celebrada em diversas partes do mundo.

ROLDÃO ARRUDA, Agência Estado

28 de janeiro de 2011 | 20h51

Promovida pela Federação Israelita do Estado de São Paulo, a cerimônia contou com a participação do prefeito Gilberto Kassab e dos senadores Eduardo Suplicy (PT-SP) e Alfredo Cotait (DEM-SP). Também esteve presente à sinagoga da Congregação Israelita Paulista o vereador Floriano Pesaro, autor do projeto de lei que, em 2009, deu origem ao Dia Municipal em Memória às Vítimas do Holocausto.

Representando os sobreviventes dos campos de concentração que vivem em São Paulo, Ben Abraham, autor do livro E o Mundo Silenciou, enfatizou em seu discurso a importância das tradições e da memória histórica. Observou que os judeus conseguiram sobreviver a diferentes tipos de perseguições do longo dos séculos ("inquisição, os massacres, os pogrom") graças a fidelidade às suas tradições e a insistência em manter as novas gerações informadas sobre os fatos ocorridos. "Ficamos vivos pela força das nossas tradições", afirmou.

O Dia Internacional foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2005, com o objetivo de alertar os membros da organização sobre os horrores do genocídio e também para prevenir manifestações de intolerância e violência motivadas por diferenças étnicas ou de crença. Segundo o rabino Michel Schlesinger, que conduziu a cerimônia, realizada às 19 horas, o objetivo maior é educar os povos para a paz. "Esta é uma noite em favor dos direitos humanos, a favor da paz", disse.

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