Soldados lutam no aeroporto de Aden; aliança é acusada de usar bombas de fragmentação

Combatentes locais batalhando a milícia rebelde Houthi no porto de Aden, no Iêmen, ocuparam áreas em torno do aeroporto neste domingo em uma operação supervisionada pela coalizão liderada pela Arábia Saudita, que também forneceu apoio aéreo, disse o porta-voz do grupo.

MOHAMMED MUKHASHEF, REUTERS

03 Maio 2015 | 12h40

"Forças especiais dos soldados do sul foram preparadas e treinadas para uma operação para atacar o aeroporto de Aden", disse o porta-voz da Resistência Popular do Sul, Ali al-Ahmadi.

Ahmadi recuou de uma declaração anterior, segundo a qual 40 a 50 soldados das forças especiais da coalizão lutavam ao lado de sua milícia e a Arábia Saudita negou que uma grande operação terrestre esteja em andamento ou que havia alocado forças não iemenitas em Aden.

A coalizão, que busca restaurar o governo do presidente Abd-Rabbu Mansour Hadi, inclui oito outros países árabes e recebe apoio logístico dos Estados Unidos, da Grã-Bretanha e da França.

A coalizão tem recusado descartar o eventual uso de tropas terrestres, mas até agora tem utilizado principalmente ataques aéreos e artilharia nas fronteiras sauditas para bombardear a milícia Houthi, aliada do Irã, e unidades militares aliadas.

O grupo internacional de monitoramento Observatório para os Direitos Humanos disse que a coalizão liderada pela Arábia Saudita atacando o Iêmen provavelmente usou bombas de fragmentação, que são proibidas pela maior parte dos países.

O porta-voz da coalizão não estavqa imediatamente disponível para comentar.

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