Solidão permeia Pecados Íntimos

Todd Field cria bela ficção para comprovar o ditado de que de perto ninguém é normal

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

21 Julho 2007 | 04h21

Martin Scorsese foi o grande vitorioso do Oscar deste ano, por Os Infiltrados, mas foi um prêmio de carreira. Os melhores filmes americanos de 2006 foram o díptico de Clint Eastwood (A Conquista da Honra e Cartas de Iwo Jima) e o poderoso Pecados Íntimos, de Todd Field, que você encontra em DVD e é realmente maravilhoso. Quantas vezes você já ouviu dizer que de perto ninguém é normal? Todd Field cria uma belíssima ficção para demonstrá-lo. Adaptado do romance Criancinhas, de Tom Perrotta, o filme narra diversas histórias simultâneas de uma mesma comunidade que parece concentrar virtudes e defeitos da sociedade dos EUA. Todos os personagens parecem viver no limite, e são imaturos diante de situações que desafiam padrões éticos até de ?normalidade?. São histórias de casais (nem todas) e o que une todos os personagens é a sua solidão. Kate Winslet concorreu ao Oscar e até Helen Mirren, a Rainha, não teria o que reclamar, se ela ganhasse. Mas o melhor é o coadjuvante Jackie Earle Haley, como o molestador de crianças perseguido pelo policial. Ele transmite uma dor pungente.

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