Solução de concorrência entre bolsas virá do mercado, diz CVM

A concorrência no setor de bolsas de valores no Brasil deverá ser resolvida pelo próprio mercado, disse nesta sexta-feira o novo presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Leonardo Pereira, no momento em que outras operadoras manifestam intenção de atuar no mercado dominado pela BM&FBovespa.

JULIANA SCHINCARIOL, Reuters

07 Dezembro 2012 | 15h51

"As pessoas que realmente queiram vir e trabalhar (no Brasil), pode acontecer", afirmou Pereira antes da cerimônia de sua posse à presidência da autarquia.

Empresas estrangeiras como as operadoras de bolsa Direct Edge e Bats já demonstraram interesse em atuar no país. A brasileira Cetip também afirmou estar preparada para atuar neste mercado.

O papel da CVM, segundo Pereira, será o de garantir que os agentes que queiram atuar no mercado brasileiro o façam de forma correta, de acordo com as regras.

"Quero me aprofundar no assunto antes de tomar uma opinião", disse, comentando que é um dos tópicos no qual ainda não se debruçou totalmente.

O executivo afirmou que vai assitir a uma apresentação do estudo da consultoria Oxera, que concluiu que há espaço para a entrada de concorrentes no mercado de bolsa de valores no Brasil, mas isso depende de mudanças regulatórias e não é certo que haja benefícios claros.

"Vai ter a apresentação da Oxera, vou começar a receber as pessoas envolvidas e vou me interar sobre o assunto", afirmou Pereira.

No fiml de junho, a ex-presidente da CVM Maria Helena Santana afirmou que o assunto não era urgente e que a introdução de uma nova câmara de compensação e liquidação de ativos (clearing) seria o melhor caminho.

A operadora norte-americana de bolsa Direct Edge pretende utilizar a plataforma de clearing da BM&FBovespa, além de ter pedido, na ocasião, um aceno positivo no curto prazo da CVM nesse sentido.

A empresa também cobrou pressa da CVM na definição de regras sobre competição no setor de bolsas no país.

Antes de ser indicado para a autarquia, em julho, Pereira estava à frente da vice-presidência de Finanças e da diretoria de Relações com Investidores da companhia aérea Gol. O executivo teve passagens, antes disso, na Net e no Citibank.

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