Somália lança nova ofensiva contra rebeldes islâmicos

Tropas somalis apoiadas por forças de paz da União Africana capturaram três bases rebeldes na capital da Somália nesta quarta-feira, informou o governo, numa nova ofensiva contra militantes islâmicos.

REUTERS

23 de fevereiro de 2011 | 14h49

O governo interino do país -- cujo mandato termina em agosto sem que se saiba ao certo o que haverá em seu lugar -- tem se esforçado para pôr fim a uma insurreição de quatro anos que já matou ao menos 21 mil pessoas.

Desde a madrugada, tropas da força de paz da UA avançaram a pé ao longo da via industrial de Mogadíscio, que leva ao mercado Bakara, um importante esconderijo dos insurgentes.

"Capturamos três bases do Al Shabaab", disse a jornalistas o ministro da Defesa Abdihakim Haji Fiqi. "Nossos inimigos foram enfraquecidos e a luta continuará até que tenhamos capturado a cidade."

A Amison diz que seus soldados tomam conta agora de mais da metade de Mogadíscio, cobrindo mais de três quartos da população.

Não foi possível contatar o Al Shabaab para que fizessem comentários. Um carro-bomba do Al Shabaab matou ao menos 17 pessoas perto de um campo de treinamento policial em Mogadíscio na segunda-feira.

O primeiro-ministro Mohamed Abdullahi Mohamed afirmou que poderá haver outros ataques a bomba dos rebeldes leais à Al Qaeda.

"Entendemos que o Al Shabaab, enfraquecido, possa planejar ataques a bomba. Mas estamos muito vigilantes e temos forças valentes", disse Mohamed, vestido com trajes militares, numa entrevista coletiva na capital.

Médicos relataram que ao menos 20 pessoas morreram.

Em outra ação, as tropas somalis e a milícia aliada ao governo lançaram uma breve ofensiva contra os rebeldes que controlam a cidade de Balad Hawa, no sul da Somália, nas proximidades da fronteira com o Quênia.

O morador local Mahmud Yusuf disse ter contado ao menos 15 corpos nas empoeiradas da cidade, incluindo de mulheres e crianças. O al Shabaab permanecia no controle, afirmou ele.

No outro lado da fronteira, as forças de segurança quenianas intensificaram a segurança na cidade de Mandera.

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