Sonar detecta 3 naufrágios em represa da Grande SP

Além de barcos, foram encontrados trocos de árvores gigantes abandonados há mais de 80 anos

AE, Agência Estado

15 Dezembro 2008 | 09h57

O geólogo e pesquisador Luiz Antonio Pereira de Souza, maior autoridade brasileira em investigações de ambientes submersos, já investigou o fundo de mares e rios na Antártida, no Japão, na Europa, nos Estados Unidos e no Brasil. Há 28 anos no Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), ele ganhou um novo "brinquedinho" há um mês, chamado de "peixinho", um sonar que detecta o fundo de rios e represas e transmite imagens para a superfície. O "peixinho" já descobriu três naufrágios antigos na Represa Billings, no ABC paulista. O teste do peixinho foi feito na represa nos dias 5 e 6 de novembro. O equipamento é um ultramoderno sonar de varredura lateral, que também detectou uma imensa camada de sujeira na represa, além de visualizar o antigo canal do Rio das Pedras, que deu origem ao manancial. "É capaz de 'enxergar' 100 metros de cada lado", diz Laps, como é conhecido o pesquisador. Foi nos detalhes de funcionamento do sonar que Laps descobriu na Billings três barcos naufragados e alguns troncos de árvores gigantes abandonados no leito da represa na época de sua construção, há 83 anos. As árvores chegam a ter 9,5 metros de comprimento. "O primeiro barco é bem visível. O formato é fácil de visualizar. Já um outro é preciso observar bastante. Eu entendo que é um grande objeto formatado pelo homem. Há notícias de que houve afundamento de um barco de corrida no local. Eu acho que é ele", diz o geólogo. O local rastreado na Billings é usado para corridas náuticas há vários anos.

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