Sorocaba decreta emergência após aterro recusar lixo

Alegando falta de pagamento, o aterro sanitário da empresa Proactiva no município de Iperó suspendeu o recebimento das 600 toneladas diárias de lixo produzidas em Sorocaba. Pelo menos 15 caminhões carregados de lixo estavam parados na entrada do aterro, no distrito de George Oetterer, no final da tarde desta quinta-feira, 10. A empresa alega que a construtora Gomes Lourenço, contratada pela prefeitura para a coleta e destinação do lixo, não paga regularmente o aterro há dez meses e a dívida acumulada chega a R$ 5 milhões.

JOSÉ MARIA TOMAZELA, Agência Estado

10 Outubro 2013 | 19h21

A prefeitura de Sorocaba decretou estado de emergência e pode intervir no sistema de coleta. De acordo com o secretário de Parcerias, Cledson Ribeiro, a destinação do lixo é de responsabilidade da Gomes Lourenço, da qual a Proactiva é subcontratada. Se a empresa não apresentar uma solução, a prefeitura vai contratar outra prestadora por considerar o serviço essencial. A Gomes Lourenço alegou que o montante da dívida não é real e que o rompimento do contrato pelo aterro foi arbitrário. Informou ainda que negocia com a prefeitura uma solução para o problema.

A Proactiva informou ter tomado a decisão após esgotar as vias de entendimento com a contratante e baseada em decisão judicial. A juíza Fabiana Feher Recasens, da Comarca de Barueri, julgou improcedente ação pela qual a Gomes Lourenço pretendia obrigar a Proactiva a continuar recebendo o lixo. No início deste ano, a prefeitura já havia decretado emergência em razão de uma greve dos coletores causada por atraso no pagamento dos salários pela Gomes Lourenço. Na ocasião, a empresa informou que o atraso foi rapidamente sanado.

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