SP abriga 1ª empresa da América Latina no setor

O Brasil é o primeiro país da América Latina a ter uma empresa especializada em obter biodiesel de microalgas e cianobactérias. Apesar de a estrutura da empresa Algae estar montada desde 2007 em São Paulo, ela ainda não tem um produto em mãos para comercializar.

, O Estado de S.Paulo

16 de janeiro de 2011 | 00h00

Desde 2009, a empresa investe em pesquisas laboratoriais para conseguir produção em escala do biocombustível e baratear seus custos. Hoje, segundo o gerente técnico da empresa, Sérgio Goldemberg, um litro de biodiesel de alga sairia cinco vezes mais caro que o diesel vindo de material fóssil. "Ainda está economicamente inviável", calcula.

O cronograma da Algae prevê que a partir de 2014 a empresa já terá unidades de produção e o negócio será viável. O objetivo é recuperar o investimento em dois ou três anos. Até lá, o calendário ficará reservado para a pesquisa. Essa etapa está orçada em R$ 6 milhões, sendo R$ 3,2 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), R$ 1,8 milhão da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e 200 mil do CNPq. "Como empresa, não podemos nos dar ao luxo de ficar pesquisando para sempre, nossa pesquisa tem de ter um horizonte definido", explica Goldemberg.

Para 2011, a Algae pretende implantar um projeto-piloto em parceria com uma usina de cana-de-açúcar do interior de São Paulo. A ideia é que a refinaria do biodiesel funcione no mesmo local. Além do biodiesel, a Algae também está apostando em compostos de maior valor agregado que também podem ser extraídos da gordura da alga.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.