SP buscará reinserção social de dependentes químicos

O governo do Estado de São Paulo anunciou nesta sexta-feira (11) que terá medidas visando a reinserção social de dependentes químicos que forem internados para deixar o vício. De acordo com o governo, o ex-dependente continuará a ser assistido por meio de várias secretarias, com apoio que incluirá reemissão de documentos, inserção profissional e programas de moradia.

GUILHERME WALTENBERG, Agência Estado

11 de janeiro de 2013 | 20h01

De acordo com nota emitida pela assessoria de imprensa do governo, a Secretaria da Justiça e da Defesa de Cidadania vai se encarregar da emissão de documentos e encaminhamento do ex-dependente para órgãos de realocação no mercado de trabalho. A Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho vai dar acesso a cursos de profissionalização, por meio do programa Via Rápida. Já a Secretaria de Desenvolvimento Social incluirá o dependente químico em programas de moradia assistida.

Nesta sexta mais cedo, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou a assinatura de convênio entre o Estado, o Tribunal de Justiça de São Paulo, o Ministério Público de São Paulo e a seção paulista da Ordem dos Advogados do Brasil, que prevê a atuação dos órgãos em um anexo do Centro de Referência de Álcool Tabaco e Outras Drogas (Cratod) para agilizar o tratamento de dependentes químicos, incluindo a possível internação compulsória de dependentes que recusem o tratamento.

Segundo o governador, com o convênio, o encaminhamento de casos graves e urgentes para internação involuntária e compulsória vai ganhar mais eficiência. "Não podemos ignorar o fato de que hoje há uma questão de saúde pública e social extremamente grave. Nós não podemos deixar ninguém para trás, não podemos desistir dessas pessoas e temos que dar a elas a oportunidade de tratamento", afirmou Alckmin.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.