SP e EUA criam grupo para desenvolver projetos

O governo de São Paulo fechou uma parceria para criar um Grupo de Trabalho (GT) bilateral São Paulo-Estados Unidos, com o objetivo de desenvolver projetos e programas de cooperação nas áreas de Educação; Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação; Segurança e Justiça; Comércio e Investimento e Cooperação bilateral com a África. O anúncio oficial vai acontecer na próxima segunda-feira (25), no Palácio dos Bandeirantes, e contará com a presença do governador Geraldo Alckmin (PSDB) e do embaixador norte-americano no Brasil, Thomas Shannon.

CARLA ARAÚJO, Agência Estado

22 Março 2013 | 17h42

"A criação deste Grupo de Trabalho é um sinal de reconhecimento do peso do Estado de São Paulo e do Brasil no mundo e contribui para o aprofundamento das relações com os Estados Unidos", afirma Rodrigo Tavares, assessor especial para assuntos internacionais do governo paulista. De acordo com o governo paulista, é a primeira vez que os EUA formalizam uma relação bilateral com um governo estadual na América Latina.

A criação do Grupo de Trabalho bilateral sinaliza o apoio dos Estados Unidos e do Brasil à cooperação descentralizada ou diplomacia federativa, como também é conhecida, avalia o governo de São Paulo. No ano passado, o ministro de Relações Exteriores Antonio Patriota e a então Secretária de Estado Hillary Clinton assinaram acordo que visava apoiar as relações internacionais dos entes federados, como medida de fortalecimento das relações bilaterais. O Ministério das Relações Exteriores (MRE) também participará do Grupo de Trabalho.

Parcerias

A cooperação entre São Paulo-Estados Unidos terá como prioridade fortalecer o Programa de Intercâmbio Cultural do Centro Paula Souza, que oferece 550 bolsas de estudo de inglês por ano nos Estados Unidos para alunos e professores de inglês das ETECs e FATECs. Com o novo acordo, governo paulista se compromete a arcar com os custos do intercâmbio de alunos e professores de inglês da rede pública por um mês. Os primeiros alunos deverão partir em 2014.

Na área de Segurança e Justiça, a parceria prevê organização de seminários conjuntos, visitas técnicas e programas de intercâmbio entre os EUA e o governo paulista no âmbito do Programa Estadual de Proteção a Vítimas e Testemunhas (Provita) da Secretaria da Justiça do Governo. Além disso, o Grupo de Trabalho investirá em ações que auxiliem no combate ao tráfico de pessoas.

Haverá ainda colaboração em cursos de formação de policiais civis e militares, que serão custeados pelo governo norte-americano. A ideia é que os policiais possam se aprimorar em diversas áreas, como combate ao tráfico de drogas, cybercrimes e até falsificação de moeda, e sejam multiplicadores de conhecimento, formando mais policiais no Estado e também auxiliando futuras parcerias com países como Peru e Bolívia.

O Grupo de Trabalho também prevê a troca de experiência entre São Paulo-EUA na organização de eventos esportivos de grande porte. E ações - como seminários e visitas técnicas - que estimulem crescimento dos investimentos e fomente o comércio bilateral. A parceria ''extrapola'' os limites do continente americano e prevê ainda uma adoção de programas bilaterais que visem o desenvolvimento sustentável de países africanos, como Angola e Moçambique.

ONU

Este não é o primeiro acordo de abrangência internacional que o Estado de São Paulo realiza este ano. No início do mês, o governo Alckmin assinou um termo de permissão de uso do 14º andar do Cidade IV, situado no centro da capital, para que no local passe a funcionar o Escritório Compartilhado da Organização das Nações Unidas (ONU) no Estado.

O edifício abrigará inicialmente representantes do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) e do Pacto Global - iniciativa da ONU para encorajar empresas a adotar políticas de responsabilidade social corporativa e sustentabilidade. A inauguração oficial do escritório será realizada pelo governador Alckmin até o fim de abril.

Mais conteúdo sobre:
SP EUA parceria

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.