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SP e Rio reduzem tarifas e MPL fará ato 'pacífico' hoje

Após 14 dias de forte mobilização popular, com milhares de pessoas nas ruas, atos de vandalismo e cenas de violência, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o prefeito Fernando Haddad (PT) voltaram atrás e anunciaram a revogação do aumento das tarifas de ônibus, trens e metrô, em vigor desde o início do mês. Atualmente em R$ 3,20, a passagem voltará a R$ 3 na segunda-feira, como antecipou o estadão.com.br.

ARTUR RODRIGUES, BRUNO RIBEIRO E CAIO DO VALLE, Agência Estado

20 de junho de 2013 | 07h57

Após cenas de choro e gritos de alegria com o anúncio da redução, os líderes do Movimento Passe Livre (MPL) mantiveram o ato previsto para hoje, a partir das 17 horas, na Avenida Paulista, mas destacaram que deverá ser pacífico. À noite, um grupo com cerca de mil pessoas resolveu "festejar" na via. Não houve registro de violência.

"A única forma de transformar a realidade é com as pessoas se mobilizando e saindo às ruas. O que tivemos hoje foi uma vitória popular. A gente se organizou, saiu às ruas e, sem baixar a cabeça para nenhum governante, nenhuma empresa, nenhum político, o povo por si só, com sua força, conseguiu baixar a tarifa. Se o povo conseguiu isso, consegue muito mais", afirmou o estudante Caio Martins, de 19 anos, que integra o Passe Livre desde 2011.

Essa é uma das mais expressivas vitórias de movimentos populares no País. O grupo que saiu às ruas contra R$ 0,20 a mais no preço da passagem se transformou em uma massa heterogênea de rostos e causas diversas, mas com um só objetivo: protestar - contra a corrupção, contra a Copa do Mundo, contra as más condições da saúde e da educação.

E o que começou com uma passeata em São Paulo se alastrou pelo País. E "dobrou" governantes Brasil afora. No Rio, o prefeito Eduardo Paes (PMDB) anunciou, também ontem, a redução da tarifa de ônibus de R$ 2,95 para R$ 2,75. Outras sete cidades baixaram o preço da passagem ontem. Ao menos 18 já tinham tomado a mesma decisão.

Tanto Alckmin quanto Haddad ressaltaram que "a voz das ruas" foi decisiva para o recuo. O governador alegou que a decisão serviu para que "temas legitimamente levantados pudessem ser debatidos com tranquilidade". "A primeira e nossa total prioridade é o transporte coletivo", disse, ressaltando que haverá um "sacrifício grande" para São Paulo. "Vamos ter de cortar investimentos."

Hoje estão programadas manifestações em pelo menos 10 capitais e em Brasília. Uma delas terá como alvo o Palácio do Planalto, o que obrigou a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) a montar às pressas uma operação para monitorar a internet. Ontem, houve protestos na periferia de São Paulo, em Belo Horizonte e em cidades do Ceará, do Maranhão e do Estado do Rio. (Colaboraram Carla Araújo e Gustavo Porto). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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