SP proíbe venda de 3 lotes de anticoncepcional injetável

A Vigilância Sanitária de São Paulo proibiu ontem, em todo o Estado, a venda e o uso de três lotes do anticoncepcional injetável Contracep, fabricado pelo laboratório EMS-Sigma Pharma. O produto deveria proteger a mulher contra gravidez por três meses. No caso dos lotes 080501-1, 080496-1 e 087359-1, essa proteção não está garantida em razão de problemas na composição química do anticoncepcional.Doses dos três lotes também foram aplicadas em outras regiões do Brasil, de acordo com informações obtidas pela Vigilância Sanitária de São Paulo. Cerca de 200 mil mulheres utilizaram o produto com problema no País. Somente no Estado de São Paulo, foram 27,5 mil doses. A EMS-Sigma Pharma informou que já começou a recolher os lotes com problemas. Até o momento, não se sabe de nenhuma gravidez ligada à droga.A mulher que tomou o Contracep de algum lote com problema pode ter uma gravidez indesejada. ?Como médica, digo que o risco de gravidez existe. Ele é pequeno, mas não é nulo?, afirma Tânia Lago, coordenadora de Saúde da Mulher da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo.Segundo análises feitas pelo Instituto Adolfo Lutz encomendadas pela Secretaria da Saúde de São Paulo, o anticoncepcional tem problemas na composição química. O princípio ativo, pelo menos nos três lotes interditados, não se dissolve totalmente no líquido. Quando a seringa aspira o produto, uma parte dele fica acumulada na base da ampola - não se injeta no organismo da mulher todo o anticoncepcional.A Secretaria da Saúde de São Paulo recomenda que as mulheres que tomaram o produto há mais de um mês adotem outro método contraceptivo e façam o teste de gravidez. No caso das mulheres que o tomaram nas últimas semanas, a recomendação é apenas adotar outro método contraceptivo, como a camisinha e a pílula. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

AE, Agencia Estado

09 de novembro de 2007 | 10h16

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