SP propõe curso como opção ao vestibular

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) anuncia nesta quinta-feira a proposta mais ousada já feita para mudar o acesso à USP, Unicamp e Unesp. A principal inovação é a criação de um colégio comunitário que será opção ao vestibular e principal porta de entrada para o ensino superior de alunos de escolas públicas - em especial os de baixa renda e, em menor escala, pretos, pardos e indígenas. O colégio é o diferencial da proposta em relação à Lei de Cotas federal, que provocou o debate em São Paulo.

SERGIO POMPEU, PAULO SALDAÑA, CARLOS LORDELO E CRISTIANE NASCIMENTO, Agência Estado

20 Dezembro 2012 | 09h40

Com essa estratégia, o Programa de Inclusão com Mérito no Ensino Superior Público Paulista (Pimesp) prevê chegar a uma "cota" de 50% de vagas para estudantes de escolas públicas até 2016. Dentro desse universo, o Pimesp vai propor critérios de renda e raciais.

A proporção de 50% deverá ser alcançada em cada curso e turno. Para se atingir as metas, são necessários mais 4.520 estudantes oriundos de escolas públicas, de acordo com cálculos das universidades realizados com base no número de matriculados em 2012. Desses, 2.543 seriam autodeclarados pretos, pardos e indígenas.

Os alunos da rede privada continuam prestando a Fuvest normalmente. Já os candidatos da rede pública têm a opção de se valer da bonificação das universidades no vestibular tradicional, com acesso direto, ou disputar um vaga no colégio comunitário, pela nota do Enem ou do Saresp (avaliação estadual ). A partir daí, em até dois anos, eles terão um cardápio de caminhos a seguir na USP, Unesp, Unicamp e até no Centro Paula Souza.

Quem se formar no Pimesp, inspirado nos community colleges americanos, poderá: 1) tirar um diploma de curso sequencial de 1,6 mil horas, já previsto em lei, que permitirá disputar concursos públicos; 2) com um ano adicional de estudos, sair com diploma de tecnólogo; 3) escolher vaga nos cursos tradicionais, mesmo os mais disputados, como Medicina, abatendo créditos de algumas disciplinas; 4) fazer parte de uma reserva qualificada para ocupar vagas ociosas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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