SP terá de reciclar pelo menos 10% de seu entulho

A Prefeitura de São Paulo vai finalmente começar a reciclar o entulho de obras e da construção civil. Orçado em R$ 88,4 milhões, um novo contrato colocado ontem em consulta pública vai dobrar o volume de resíduos sólidos retirado das ruas da cidade e de obras públicas.

AE, Agência Estado

30 Junho 2011 | 08h27

A medida do governo municipal visa a acabar com os atuais contratos emergenciais de 2006, de R$ 30 milhões por ano, e atende à Política Nacional de Resíduos Sólidos, aprovada no ano passado, ao implementar as centrais de triagem e reciclagem nos aterros. Ainda não há prazo definido para a licitação.

Hoje as quatro empresas responsáveis pelo serviço recebem até 78 mil toneladas de resíduos sólidos recolhidos mensalmente por empresas de caçamba credenciadas, dos 42 ecopontos e de obras dos governos municipal e estadual - todo o volume é hoje enterrado em aterros localizados na capital, o que é condenado por ambientalistas, principalmente pelo alto valor agregado desse tipo de material.

"O entulho reciclado é melhor para a construção civil do que a própria matéria-prima, porque ele já possui cimento e dá mais liga. É um absurdo São Paulo não ter esse serviço até hoje", disse Nina Orlow, integrante do Grupo de Trabalho de Meio Ambiente da Rede Nossa São Paulo. Com o novo contrato, serão levadas para os aterros até 156 mil toneladas de entulhos por mês.

O edital determina que pelo menos 10% de todo o entulho seja reciclado, mas a expectativa é de que a empresa vencedora acabe reciclando bem mais do que isso, por causa dos lucros que pode retirar com a venda dos materiais. Os recicláveis que não forem reutilizados deverão ser aterrados de maneira que, futuramente, possam ser retirados e levados às centrais de reciclagem. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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