SP vai remunerar agricultores para conservar nascentes de água

Os produtores rurais poderão ser remunerados para que conservem nascentes de águas dentro de suas propriedades por um período de cinco anos. É o que prevê a resolução sobre Pagamento por Serviços Ambientais (PSA)da Secretaria de Meio Ambiente de São Paulo, assinada ontem pelo secretário Xico Graziano.

Afra Balazina e Andrea Vialli, Com Ap, O Estado de S.Paulo

25 de junho de 2010 | 00h00

A resolução define as diretrizes para o projeto Mina D"água, que envolve um município em cada uma das 22 bacias hidrográficas do Estado e prevê investimentos da ordem de R$ 3,5 milhões. Os agricultores deverão proteger matas ciliares e prevenir erosão, entre outros compromissos. A secretaria estima que possam ser beneficiados de 10 a 15 agricultores por município.

Além da resolução sobre PSA, foi assinado também o decreto que regulamenta a lei estadual de mudanças climáticas. Sancionada no ano passado, a Lei 13.798 tem como meta reduzir 20% das emissões de gases estufa de São Paulo até 2020, em relação aos níveis de 2005.

As assinaturas marcaram a saída de Graziano da secretaria, onde ficou três anos e meio. Ele deixará a administração estadual para ser o coordenador do programa de governo do candidato à presidência José Serra (PSDB). Pedro Ubiratan, secretário-adjunto, sucederá Graziano.

VIDA MARINHA

Baleias têm alto nível de metais pesados

Pesquisadores americanos que passaram cinco anos atirando em mais de mil baleias cachalote com dardos de coleta de tecidos descobriram níveis surpreendentemente altos de metais pesados e tóxicos nos animais. Os metais (como cádmio, alumínio e chumbo) podem afetar a saúde tanto da vida marinha quanto das pessoas que consomem frutos do mar. O estudo da Ocean Alliance mostra que a poluição está chegando às partes mais remotas do oceano. Segundo o biólogo Roger Payne, a maioria dos contaminantes foi lançada pelos homens.

CÓDIGO FLORESTAL

Cientistas querem adiar votação de proposta

Pesquisadores que participaram ontem de uma mesa redonda na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) querem adiar a votação de alterações no Código Florestal na Câmara, que pode ocorrer na próxima semana. Eles reclamam por não terem sido ouvidos pelo deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) para a elaboração da proposta. Thomas Lewinsohn, presidente da Associação Brasileira de Ciência Ecológica e Conservação, ressalta que os cientistas não foram convidados a participar do processo nem individualmente, nem institucionalmente. "Estamos em desacordo com tudo o que foi proposto." O deputado, porém, diz que ouviu pessoas de diversas universidades e da Embrapa. Por conta da polêmica, não se descarta que a votação ocorra somente após as eleições.

ILHÉUS

Ambientalistas vão ao TCU contra porto

O Grupo de Ambientalistas da Bahia (Gambá) denunciou ontem ao Tribunal de Contas da União (TCU) irregularidades do projeto Porto Sul, previsto para a região de Ilhéus. /

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