SPFW: Reserva mistura judaísmo e cultura africana

Um dia de inspirações fortes e coleções sortidas na São Paulo Fashion Week (SPFW). Das ideias mais vibrantes do dia, sem dúvida o questionamento da guerra feito pelos meninos da grife carioca Reserva foi o destaque. Os criadores da marca, Rony Meisler (que é judeu), Fernando Sigal e Diogo Mariani, misturou judaísmo ortodoxo com a cultura africana, em referência à uma tribo de judeus etíopes, e tingiram de cores intensas alguns elementos da religião, como os kipás e os tsitsits (cordões da Torá usados pelos ortodoxos). Tudo vira elemento de moda, como acessórios instigantes. Na silhueta, os volumes se destacam, tanto nos casacos e tricôs artesanais, como nas calças, todas com cavalos bem baixos, e excesso de pano, num visual quase hip hop. O circo foi o ponto de partida de Danielle Jensen, estilista da grife, também carioca, Maria Bonita. O resultado foram ''roupas de palhaço'': macacões largos, alguns com suspensórios (de couro), tomaras-que-caia, e construções de camisa-vestido, calça-camisa, camisa-macacão e vestido-bermuda. Simone Nunes optou por um inverno com cara de verão e estampou coqueiros, tucanos, araras e cajus, em shorts e vestidinhos de tecidos leves. Raquel Davidowicz continua acreditando no futuro e na tecnologia como tema. A estilista misturou tecidos esportivos com os de alfaiataria e conseguiu chegar a uma coleção elegante e despojada ao mesmo tempo.

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