STJ desconsidera videoconferência em caso específico

Nos Estados Unidos e na Itália, recurso tecnológico é utilizado desde a década de 80

24 de maio de 2008 | 00h00

Uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) invalidou ontem o uso da videoconferência no interrogatório de um suspeito de tráfico de drogas. Advogados, magistrados e especialistas avaliam que a decisão pode culminar em um "efeito cascata" no Judiciário. Usado desde a década de 80 nos sistemas prisionais dos Estados Unidos e da Itália, e em poucos casos no Brasil a partir de 2001, a videoconferência foi aprovada em outubro do ano passado pelo Senado, e a lei aguardava sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Leia mais no caderno Cidades de hoje. Amplamente utilizada na área empresarial, a videoconferência é uma boa medida para a realização de reuniões pela internet. É possível até utilizar o popular comunicador instântaneo para isso. Saiba como explorar melhor essa ferramenta . Há inclusive telefones específicos para a realização de vídeoconferências.Não é a primeira vez que a tecnologia é utilizada pela Justiça. Desde 2007, a utilização da alta tecnologia tem ajudado nas investigações policiais e na produção de provas para as denúncias encaminhadas à Justiça. No final do ano passado, o rastreamento de e-mails foi crucial para a identificação de uma fraude milionária por parte da empresa de tecnologia Cisco. Tecnologia é aliada no combate ao crime. Recentemente, a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Pedofilia determinou a abertura de álbuns de fotos de usuários da rede social Orkut que eram suspeitos de estar ligados a casos de pedofilia na rede. No início do mês, o governo anunciou a criação de um site para denúncias de casos do tipo.

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