Stouts. Para o santo

Domingo, 17 de março, é dia de beber em homenagem a São Patrício. É assim que irlandeses e seus descendentes espalhados pelo mundo celebram o seu padroeiro. E a maneira tradicional de fazer o brinde é com um (bem, eles não costumam parar no primeiro) chope verde.

DANIEL TELLES MARQUES, O Estado de S.Paulo

14 Março 2013 | 04h32

São Patrício viveu na Irlanda no século 5º - foi escravo, pastor de ovelhas, fugiu para a França, onde se fez monge, e voltou para seu país, num 17 de março, para converter os irlandeses ao catolicismo. Por muitos séculos, o dia do santo foi celebrado a seco, com a resignação que pede a quaresma. Os pubs ficavam fechados e era numa ou outra feira (de cachorros a flores) que as pessoas se reuniam para beber cerveja, quando havia.

Enquanto nas terras do santo imperava a secura, do lado de cá do Atlântico, nos Estado Unidos, os descendentes (ou imigrantes) irlandeses enchiam suas canecas e pulavam pelas ruas do país vestidos de verde (Boston, Filadélfia e Nova York têm forte tradição irlandesa) para celebrar a data. Nos anos 1970, a história mudou também na Irlanda, que reconsiderou a resignação e abriu os barris.

A festa ganhou fama e a comemoração se espalhou de Dublin a Pequim (tem festa no The Kerry Hotel) - em Dublin, claro, dura mais: são cinco dias (de 14 a 18 de março). Em São Paulo, a celebração também já entrou para o calendário - confira abaixo os pubs que fazem festa.

A cerveja verde é tradição, mas a cor dela poderia ser outra. O santo já foi associado ao azul antes de ter o verde como cor oficial (uns dizem que por causa do trevo, que o santo associava à santíssima trindade, outros, por referências às paisagens naturais da Irlanda e alguns para homenagear a bandeira do país). Ficou o verde. Como por aqui chope verde é raridade, escolhemos um estilo tipicamente irlandês (por tradição ou pela associação da irlandesa Guinness) para a prova da semana - a stout. Não por falta de irlandês, mas por farto conhecimento de causa, convidamos o inglês Ryk Preen (que frequenta pubs desde a adolescência) para opinar sobre as cervejas. Eduardo Asta, infografista do Estadão e cervejeiro caseiro, também participou da prova que não se ateve a nacionalidades ou pureza de estilo. Provamos stouts de vários lugares.

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