Substância traz dano ao cérebro

O mercúrio, após a contaminação, acumula-se no organismo. Em pequenos níveis no ser humano, a substância atinge o sistema nervoso e causa dores de cabeça e irritabilidade. Em casos de extrema intoxicação, provoca degeneração no cérebro e pode levar à morte.

O Estado de S.Paulo

19 Dezembro 2012 | 02h08

O excesso da substância no organismo está associado a danos no cérebro que podem comprometer a linguagem, a atenção e a memória. Em grávidas, estudos revelam que há maior probabilidade de malformação fetal.

"No caso da contaminação na Unidade Industrial de Capuava, em Mauá, não temos registros de que tenham ocorrido casos de falecimento", afirma o procurador João Filipe Sabino. "Mas temos o acompanhamento de trabalhadores com grave situação de saúde, que estão bastante debilitados e deverão necessitar de medicamentos pelo resto da vida."

Segundo estudos da Organização Mundial da Saúde (OMS), o nível máximo aceitável para o ser humano é de 50 partes por milhão (ppm) de mercúrio no organismo.

No País, um dos casos mais graves de contaminação ocorre em áreas amazônicas como Alto do Rio Negro. Com alto grau da substância naturalmente presente no solo, a concentração média nas populações ribeirinhas locais chega a 70 ppm.

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