Sudão do Sul recebe assistência militar dos EUA

O Sudão do Sul saudou a assistência militar norte-americana para ajudar a combater os rebeldes ugandeses do Exército de Resistência do Senhor (LRA, na sigla em inglês) acusados de homicídio, estupro e sequestro de crianças, afirmaram autoridades nesta sexta-feira.

REUTERS

21 Outubro 2011 | 16h19

Na semana passada, o presidente Barack Obama disse que os EUA enviariam 100 assessores militares à África central para ajudar a combater o LRA, em atividade em Uganda e em regiões do Sudão do Sul, da República Centro-Africana e da República Democrática do Congo.

Em uma carta ao Congresso, Obama afirmou que as primeiras tropas já estavam em Uganda e iriam para o Sudão do Sul, para a República Centro-Africana e para a República Democrática do Congo, de acordo com a aprovação desses países.

Na sexta-feira, o Sudão do Sul saudou a cooperação militar dos EUA com seu Exército, conhecido como SPLA, para ajudar a procurar o líder do LRA, Joseph Kony.

"Está aprovado. Houve uma delegação militar de alta patente antes do anúncio que discutiu todos os detalhes disso com o SPLA", disse o ministro da Informação, Barnaba Marial Benjamin, à Reuters.

"É uma ajuda logística, um programa de treinamento e apoio para todos os quatro países que contêm o LRA. Ele começará imediatamente, porque as pessoas já concordaram com isso", afirmou, sem dar mais detalhes.

O porta-voz do SPLA, Philip Aguer, disse: "Já há mecanismos coordenados que têm combatido o LRA, então a nova assessoria para o LRA será um acréscimo."

"O papel mais importante deles é o fornecimento de vigilância aérea e informações", afirmou ele sobre a assistência norte-americana.

O LRA, que diz ser um grupo religioso, apareceu no norte de Uganda nos anos 1990. Acredita-se que ele tenha matado, sequestrado e mutilado dezenas de milhares de pessoas.

Kony, o líder do LRA, foi indiciado pelo Tribunal Penal Internacional, com sede em Haia, sob acusações de crimes de guerra e crimes contra a humanidade.

Os comandantes do LRA têm operado nos últimos anos nas regiões de fronteira -- em geral selvagens e onde a lei não chega -- da República Democrática do Congo, da República Centro-Africana e do Sudão do Sul.

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