Sudão do Sul rejeita libertar rebeldes para pôr fim a combates

O Sudão do Sul rejeitou pedidos dos insurgentes de imediata libertação de alguns presos, depois que as duas partes se reuniram brevemente nesta terça-feira para buscar um acordo que ponha fim aos combates que deixaram o mais novo país do mundo à beira da guerra civil.

AARON MAASHO E CARL ODERA, Reuters

07 de janeiro de 2014 | 19h40

"Eles estão destruindo todo o processo", disse Yohanis Musa Pauk, porta-voz da delegação dos rebeldes leais ao ex-presidente Riek Machar, em declaração à Reuters em Adis Abeba, onde estão sendo realizadas as conversações.

"Mas nós não vamos partir (das conversações). Nós ainda temos esperança de que eles irão voltar à razão", disse ele depois que o governo recusou uma exigência básica dos rebeldes, de libertação de 11 aliados políticos de Machar que estão presos.

Os encontros na vizinha Etiópia têm como objetivo chegar a um cessar-fogo para encerrar três semanas de violência, durante as quais pelo menos 1.000 pessoas foram mortas e 200.000 tiveram de abandonar suas casas.

Os combates, em geral com base em origem étnica, envolvem as forças do Exército, do presidente Salva Kiir, e os rebeldes leais a Machar.

(Reportagem adicional de Adrian Croft e da Reuters TV em Bruxelas)

Mais conteúdo sobre:
SUDAODOSULCRISEREJEITA*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.