Sudeste perdeu mais vagas em cursos de Direito

Quase 30% do total de vagas eliminadas está no Estado de São Paulo; universidades não atenderam a parâmetros

, O Estado de S.Paulo

03 Junho 2011 | 00h00

A Região Sudeste foi a que sofreu a maior redução de vagas - 6.646 - em cursos de Direito por mal desempenho nas avaliações do Ministério da Educação (MEC). Apenas no Estado de São Paulo, 3.196 vagas foram cortadas. No Rio, foram 1.942.

Conforme o Estado adiantou ontem, a Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior do MEC cortou 10.912 vagas do bacharelado de 136 cursos de instituições privadas. A decisão foi publicada ontem no Diário Oficial da União.

Os cursos com vagas cortadas tiveram Conceito Preliminar de Curso (CPC) inferior a 3 - o índice vai de 1 a 5. O CPC considera diversos fatores, entre eles a nota dos alunos no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade). Não houve fechamento de cursos, apenas redução de vagas para o vestibular.

A Região Nordeste perdeu 1.790 vagas; a Norte, 210; a Sul, 562; a Centro-Oeste, 972, e o Distrito Federal, 732.

Universidades e faculdades de São Paulo perderam 3.196 vagas em 22 cursos. Os números do Estado representam 29% do total de vagas eliminadas (11 mil). Caso as faculdades não atendam aos parâmetros de qualidade estabelecidos pelo ministério, poderão até ser fechadas.

Na capital paulista, a Estácio (Uniradial) é a unidade mais afetada em números absolutos: a redução foi de 590. O MEC eliminou 400 vagas do Complexo Educacional FMU e 390 da Uniban.

Por meio de nota, a assessoria da Estácio informou que "a instituição poderá reverter esse resultado preliminar por meio da avaliação in loco", de acordo com a legislação do setor.

"Dessas avaliações gerais resultará, então, o Conceito de Curso (CC), este sim de caráter definitivo. Sendo o CC positivo em todas as dimensões, ocorrerá a suspensão da medida cautelar e o reestabelecimento das vagas do curso", informou a Estácio.

Procurada pela reportagem, nenhum assessor da FMU estava disponível ontem.

A Uniban informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que "não tem nada a declarar" sobre o tema. / Mariana Mandelli e Ísis Brum, JORNAL DA TARDE

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