SUMMIT-Oi venderá ativos não essenciais para reduzir dívida

A Oi terá uma estratégia agressiva para manter sua base de clientes, após ter se livrado do peso de uma complexa reorganização societária, e deve iniciar no segundo semestre processo de venda de ativos não essenciais para reduzir sua dívida.

SÉRGIO S, REUTERS

30 Maio 2012 | 15h36

"A gente tem uma lista grande de itens que estão sendo discutidos, uma quantidade grande de imóveis que hoje são completamente desvinculados da operação, imóveis vazios por exemplo, e estamos no processo de trabalhar no modelo de monetizá-los", disse o presidente da Oi, Francisco Valim, durante o Reuters Latin American Investment Some.

Valim não quis fornecer uma expectativa de quanto pode ser arrecadado com os ativos, mas afirmou serem "valores relevantes".

"A partir de agora iniciamos todos esses estudos, alguns deles em andamento, outros em precificação, por isso não podemos dar ideia precisa dos valores, mas todos eles são valores significativos e impactariam positivamente no nosso endividamento", afirmou o executivo nesta quarta-feira.

A Oi encerrou o primeiro trimestre uma dívida líquida pro forma de 17,5 bilhões de reais.

No front operacional, o grupo de telecomunicações pretende ampliar sua cobertura de 3G de 65 para 80 por cento da população brasileira neste ano, buscando elevar a receita com serviços de telefonia móvel.

Na telefonia fixa, Valim afirmou que a Oi tem visto uma contenção na fuga de clientes em várias regiões, sem especificar localidades.

(Reportagem adicional de Walter Brandimarte e Diogo Ferreira Gomes)

Mais conteúdo sobre:
SUMMITOIIMOVEIS*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.