Supermercados devem fechar ano com volume de vendas estável

Os supermercados brasileiros caminham para encerrar 2012 com volume de vendas praticamente estável em relação ao ano passado, resultado de preços mais altos e mudanças no comportamento do consumidor, tendência que deve se manter também no próximo ano.

Reuters

27 de novembro de 2012 | 14h28

A Abras, associação que representa o setor no país, divulgou nesta terça-feira, em parceria com a Nielsen, que o volume de vendas acumulado de janeiro a outubro teve ligeira queda de 0,2 por cento, revertendo o cenário visto um ano antes, quando houve alta de 2 por cento sobre 2010. Em 2011 como um todo, o volume de vendas subiu 1,8 por cento sobre o ano anterior.

"Preço é um fator determinante, principalmente para o novo consumidor, que está entrando no mercado", disse o presidente da Abras, Sussumu Honda, a jornalistas. "O volume também está começando a ser afetado pela entrada de muitas categorias de produtos no atacarejo, um dos segmentos que mais cresce".

A medição de vendas dos supermercados não inclui o segmento chamado de atacarejo, estabelecimentos caracterizados por distribuir produtos a preços mais baixos.

"Com o aumento de renda, o consumidor também está sofisticando seus hábitos de consumo, buscando experimentar novidades", acrescentou o diretor de atendimento ao varejo da Nielsen, Olegário Araújo.

Nos dez meses até outubro, as cestas de bebidas não-alcoólicas e de limpeza caseira foram as únicas a apresentar crescimento em volume, de 1,5 e 0,1 por cento, respectivamente.

Já a cesta de bebidas alcoólicas teve vendas em volume estáveis e queda de 0,9 por cento em cerveja. Todas as demais cestas de produtos registraram queda no volume de vendas.

"Devemos fechar o ano com estabilidade no volume (de vendas)", disse Honda. "Nos próximos anos, o crescimento em volume deve ser moderado... o setor não consegue sustentar os níveis de 6 por cento (de crescimento em volume) já atingidos".

FATURAMENTO CRESCE

A Abras informou também que as vendas reais dos supermercados brasileiros subiram 2,38 por cento em outubro, na comparação com o mesmo mês em 2011. Em relação a setembro, houve alta de 2,2 por cento.

Nos dez meses do ano até outubro, as vendas cresceram 5,18 por cento, em linha com a previsão da associação para o fechado de 2012, de aumento de cerca de 5 por cento.

A entidade apresentou ainda os dados da cesta AbrasMercado, composta por 35 produtos e calculada pela GfK, que em outubro subiu 1,45 por cento sobre o mês anterior, para 334,64 reais. Na comparação anual, o valor da cesta aumentou 7,97 por cento.

Os produtos com maiores altas de preço em outubro ante setembro foram arroz (+7,64 por cento), farinha de mandioca (2,67 por cento) e café torrado e moído (+2,45 por cento). As maiores quedas foram tomate (-6,75 por cento), cebola (-3,63 por cento) e sal (-2,32 por cento). (Por Vivian Pereira; edição de Aluísio Alves)

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