Suposto vazamento de informação prejudica prisão de milicianos no Rio

A Polícia Civil do Rio desencadeou ontem a Operação Rolling Stones para desarticular uma milícia - quadrilha de policiais - de Rio das Pedras, zona oeste. Os policiais conseguiram cumprir menos de metade dos 22 mandados de prisão.

Marcelo Auler, RIO, O Estadao de S.Paulo

25 de novembro de 2009 | 00h00

A ação da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) ocorreu após o Ministério Público Estadual apresentar duas denúncias por formação de quadrilha e uma por lavagem de dinheiro. O vazamento de informação sobre sua preparação, dizem policiais, facilitou a fuga de 13 acusados. De 9 mandados executados, 5 já eram de detentos (2 em regime semiaberto). Só quatro estavam em liberdade.

O vazamento beneficiou os supostos chefes da milícia, que não foram encontrados: o major Dilo Soares Junior; o capitão Epaminondas Medeiros; o soldado Dalmir Barbosa; e seu irmão Dalcemir Barbosa. Entre os presos, está Jorge Alberto Moreth, presidente da Associação de Moradores.

Essa milícia é, segundo a Polícia, a mais antiga do Rio - atua desde 1970. Foi criada por Octacílio Bianchi, um antigo morador cujo bando jamais permitiu o ingresso dos traficantes na região. O secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, admitiu a possibilidade de, com a saída da quadrilha, traficantes dominarem a área. "Não podemos descartar que o tráfico até se instale." O comando da milícia tinha cooperativa de vans, distribuidora de gás e até uma empresa de factoring.

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