Supostos membros de milícia serão ouvidos em janeiro

Tribunal de Justiça do Rio marcou interrogatórios de seis acusados no próximo dia 14

Elvis Pereira, estadao.com.br

16 Dezembro 2008 | 21h12

O Tribunal de Justiça fluminense marcou para 14 de janeiro o interrogatório de seis supostos membros da milícia Liga da Justiça, que agiria na zona oeste do Rio. Serão ouvidos o filho do vereador Jerônimo Guimarães (PMDB), Luciano Guinâncio Guimarães, Moisés Pereira Maia Júnior, Fábio Pereira de Oliveira e os policiais militares Ivilson Umbelino de Lima, Sílvio Pacheco Fontes e Júlio César Ferraz de Oliveira. Os seis são acusados de duas tentativas de homicídio. Segundo o TJ, o fuzileiro naval reformado Carlos Eduardo Marinho dos Santos os reconheceu como sendo os autores dos tiros efetuados contra ele e Marcelo de Gouveia Bezerra, em 28 de maio deste ano. O motivo do atentado seria a resistência do dupla à idéia do deputado Natalino Guimarães de instalar um centro social para a vereadora Carminha Jerominho (PT do B) num terreno do Condomínio Parque dos Eucaliptos, em Campo Grande. O fuzileiro estava entre as 13 testemunhas ouvidas pela Justiça na segunda-feira. Carlos Eduardo também é acusado de integrar milícias e de tentar explorar a segurança no condomínio. Após o fim da sessão, a juíza Alessandra de Araújo Bilac Moreira Pinto, da 1ª Vara Criminal de Campo Grande, revogou a prisão de Júlio César, que conseguiu provar que estava de serviço no dia do crime. Os demais acusados permanecem presos.

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