Suprema Corte de Israel analisa acordo de troca de prisioneiros

Israelenses contrários ao acordo de troca de prisioneiros com o Hamas buscaram a intervenção da Suprema Corte nesta segunda-feira para bloquear a libertação de centenas de palestinos presos em troca do soldado israelense Gilad Shalit.

ARI RABINOVITCH, REUTERS

17 Outubro 2011 | 09h11

A primeira fase da troca, que será realizada na terça-feira, deve encerrar uma saga que tem cativado os israelenses durante os cinco anos em que Shalit esteve preso na Faixa de Gaza, região governada pelo Hamas.

Mas de acordo com a legislação israelense, aqueles que forem contra a libertação dos 477 prisioneiros palestinos, muitos dos quais foram condenados por ataques que resultaram em mortes, podem recorrer antes que a troca seja realizada.

Quatro petições foram apresentadas na Suprema Corte pela Associação de Vítimas do Terror de Almagor e por parentes dos israelenses mortos por ataques palestinos. Considerando recursos semelhantes apresentados contra acordos de troca de prisioneiros no passado, é improvável a intervenção do tribunal no que a corte considera ser um assunto político e de segurança.

Uma pesquisa de opinião realizada pelo jornal israelense Yedioth Ahronoth descobriu que 79 por cento do público estava a favor do acordo com o Hamas, um grupo islamista que defende a destruição de Israel.

O Hamas preparou uma festa de boas vindas em Gaza para 295 prisioneiros que devem ser enviados ao território. Os palestinos os consideram irmãos detidos por Israel como prisioneiros de guerra na luta por um Estado palestino. Atualmente, Israel mantém cerca de 6 mil palestinos presos.

Shalit, hoje com 25 anos, foi capturado em 2006 por militantes que chegaram a Israel da Faixa de Gaza por meio de um túnel e surpreendeu sua equipe de tanques, matando dois outros soldados.

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