SUS oferecerá técnica que destrói câncer de pulmão sem cortes

Eliminar tumores de pulmão sem cortes ou dor para o paciente já é realidade no Instituto de Câncer do Estado de São Paulo (Icesp). A técnica, inédita no Sistema Único de Saúde (SUS), foi testada com sucesso neste ano em sete pessoas e agora será aplicada em indivíduos com contraindicação para a cirurgia tradicional - um procedimento delicado, de recuperação dolorosa.

MARIANA LENHARO, JORNAL DA TARDE, O Estado de S.Paulo

26 de outubro de 2011 | 03h03

No procedimento novo, cuja denominação técnica é radioterapia estereotáxica extracrânio (SDRT, na sigla em inglês), feixes de radiação elevada necrosam as células tumorais. Três sessões de pouco mais de uma hora, com intervalo de dois dias, são suficientes para destruir o câncer. O paciente pode sair direto para suas atividades cotidianas.

Por enquanto, a técnica só é indicada a quem não pode passar pela cirurgia tradicional. E o tumor deve ter até 5 centímetros de diâmetro e estar afastado de regiões vitais, como o coração.

Enquanto a radioterapia convencional fraciona a radiação e oferece um tempo para o tecido saudável se recuperar, a nova técnica extermina o tecido atingido. "É como se fosse um tiro de bazuca no tumor", diz o médico Rafael Gadia, radioterapeuta do Icesp. Daí a importância de que o tiro seja certeiro.

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