Suspeito de matar 13 homossexuais é preso em São Paulo

Sargento aposentado da PM é acusado de participar de assassinatos no Parque Paturis

Camilla Haddad, do Jornal da Tarde,

11 Dezembro 2008 | 09h34

A Polícia Civil de Carapicuíba, na Grande São Paulo, prendeu na noite da quarta-feira, 10, o sargento aposentado da Polícia Militar J.F.F, acusado de participar dos 13 assassinatos no Parque Paturis, entre julho de 2007 e agosto deste ano. O sargento estava fora da corporação desde 1990 e trabalhou em batalhões de Carapicuíba e Osasco. Foi nesse último município que o policial também é suspeito de ter cometido outros dois crimes este ano, um deles contra um homossexual.   O delegado seccional de Carapicuíba, Paulo Fernando Fortunato, disse que duas testemunhas "chaves" surgiram espontaneamente na delegacia para ajudar na descrição do assassino. Segundo o delegado, essas duas pessoas presenciaram uma das últimas mortes ocorridas no parque e foram fundamentais para a prisão do acusado.   Foi o delegado Fortunato quem percebeu a ligação as mortes de Osasco e de Carapicuíba. Por meio de investigações, ele conseguiu saber que o policial aposentado andava freqüentando o Parque Paturis, que durante à noite atrai gays de diversos pontos da capital e da Grande São Paulo.   Das 13 vítimas assassinadas, a maioria era homossexual, de origem humilde e foi encontrada com as calças abaixo do joelho, de costas e com um tiro na cabeça.   De acordo com o delegado, o assassino atraia a vítima simulando que teria uma relação sexual com ela e antes que isso acontecesse atirava.   Por conta da onda de crimes que foi divulgada pela polícia esta semana, a Polícia Militar reforçou o patrulhamento no parque que não possui grades de proteção e fica aberto 24 horas.

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