Suspeito de ser braço direito de Cachoeira nega acusação à CPI

Apontado como braço direito e sócio de Carlinhos Cachoeira, Lenine Araújo de Souza, negou nesta quarta-feira à CPI as acusações feitas pela Polícia Federal e disse que pode colaborar com as investigações parlamentares apenas depois de depor na Justiça Federal, o que deve ocorrer nesta semana.

REUTERS

30 Maio 2012 | 13h25

"Eu disse que estaria disposto a colaborar após meu inquérito, porque sou denunciado e a testemunha de acusação vai falar amanhã", disse Souza, que não respondeu às perguntas dos parlamentares.

"Nesse momento eu não sei o que posso falar e o que eu não posso falar. Quero deixar bem claro que estou disposto a colaborar depois do meu ato de defesa", acrescentou.

A PF considera que Souza era braço direito de Cachoeira, operava como um dos contadores do contraventor e também era sócio na empresa Bet Capital, apontada como uma das empresas que servia à rede do empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, preso desde fevereiro acusado de chefiar uma organização que explorava jogos ilegais.

Souza disse que nunca respondeu a nenhum processo, nunca foi acusado e nem preso por nada. Afirmou ainda que foi pego de surpresa pela acusação da Polícia Federal e prisão no mês de fevereiro em decorrência das investigações da operação Monte Carlo.

"Isso (ser preso) me causou profundos problemas psicológicos, a mim e minha família", disse. "Não sou sócio de nenhuma dessas empresas que estão sendo denunciadas pela mídia. Não sou sócio do Carlos", afirmou.

O presidente da CPI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), acertou com o depoente que na próxima semana ele será ouvido pela comissão para prestar seus esclarecimentos.

Além de Souza, outros três depoentes compareceram à CPI nesta quarta-feira -Cláudio Abreu, ex-diretor da construtora Delta na região Centro-Oeste; Gleyb Ferreira da Cruz e José Olimpio de Queiroga Neto, apontados como assessores de Cachoeira. Os três optaram não falar nada aos parlamentares.

Outros dois depoentes -Jayme Eduardo Rincon e Rodrigo Agnal- foram convocados, mas não compareceram.

Ainda nesta quarta, os integrantes da CPI vão analisar requerimentos de convocações dos governadores Marconi Perillo (PSDB-GO), Agnelo Queiroz (PT-DF) e Sérgio Cabral (PMDB-RJ).

Também devem ser analisados os pedidos de quebra de sigilos bancário, fiscal e telefônico de Perillo, do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) e de três deputados -Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO), Sandes Junior (PP-GO) e Stepan Necerssian (PPS-RJ).

(Reportagem de Jeferson Ribeiro)

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