Suspeito diz que advogada desaparecida era sua 'rainha'

O ex-PM Mizael Bispo, de 40 anos, principal suspeito pelo desaparecimento da advogada Mércia Nakashima, de 28 anos, disse em depoimento ontem que tratava a ex-namorada como uma "rainha" e jamais faria algo contra ela. A moça está sumida desde o dia 23, após participar de um almoço em família em Guarulhos. Para a polícia, Mizael é o suspeito n.º 1. "Defendemos essa linha por conta de todos os depoimentos que colhemos até agora", explica o delegado Antônio Olin, da Divisão de Homicídios de Proteção à Pessoa (DHPP).

AE, Agência Estado

01 de junho de 2010 | 09h23

O depoimento do ex-policial durou mais de duas horas. Mizael disse que tinha boa relação com a ex-namorada e teria passado a sexta-feira e o sábado com ela. A advogada sumiu no dia seguinte. Na semana passada, Mizael já havia sido chamado para comparecer ao DHPP. Ele esteve no local, mas, quando soube que era considerado suspeito pela polícia, foi embora sem ser ouvido. "Ele disse que foi embora porque tinha muitos jornalistas aqui", completou o delegado.

O ex-policial disse que no dia em que a advogada desapareceu esteve com o filho e também com o irmão, em casa. A polícia vai convocar o irmão do suspeito para depor. O rastreador do carro do ex-policial também será analisado. "Isso vai mostrar se ele está falando a verdade", completou o delegado.

Parentes da advogada disseram para a polícia que o ex-namorado dela era muito ciumento e de uma personalidade agressiva e descontrolada. Por conta disso, a polícia acredita que ele pode ter sido o responsável pelo desaparecimento da mulher. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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