Suu Ky, de Mianmar, é recebida como heroína na Tailândia

A vencedora do Nobel da Paz Aung San Suu Kyi recebeu uma recepção calorosa na Tailândia de uma multidão de compatriotas animados, na quarta-feira, que se juntaram para comemorar a sua primeira viagem para fora de Mianmar em quase 25 anos.

SINSIRI TIWUTANOND, REUTERS

30 Maio 2012 | 14h19

Mais de 1.000 migrantes de Mianmar foram às ruas agitando bandeiras e segurando fotos de Suu Kyi ao alto, conforme ela chegava para fazer um discurso da varanda de um prédio em ruínas em uma zona industrial na periferia da capital tailandesa, Bangcoc.

Suu Kyi, que visitará os refugiados de Mianmar em campos nas fronteiras mais tarde em sua visita de quatro dias, havia se recusado a deixar seu país, também conhecido como Birmânia, por medo de ser impedida de retornar pela antiga junta militar cujo governo ela desafiou.

Vestida com uma blusa floral e sarongue tradicional vermelho, Suu Kyi acenou e sorriu enquanto a multidão gritava "Mãe Suu" e empurrava para ver um vislumbre dela.

Estima-se que existam pelo menos 2 milhões de migrantes de Mianmar na Tailândia, muitos deles enviam parte de seus salários para casa para ajudar as famílias, em um país onde um terço dos 60 milhões de pessoas vive abaixo da linha da pobreza.

"Eu já disse isso uma e outra vez. Eu não quero fazer promessas. Não é bom se você não pode manter as suas promessas depois que você as fez. Mas eu posso fazer uma promessa, vou tentar o meu melhor ", Suu Kyi disse à multidão, falando em birmanês.

"Eu desejo para os trabalhadores migrantes da Mianmar boa saúde e riqueza, que estejam livres de perigo e que possam voltar para casa o mais cedo possível."

O encontro de Suu Kyi com seus compatriotas em outro país seria inimaginável há 18 meses, quando ela foi libertada da prisão domiciliar, dias após uma eleição que teria sido fraudada para favorecer um partido apoiado pelo Exército para consolidar os militares no poder por trás de uma democracia de fachada.

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