Tailândia impõe racionamento na capital após inundações

As lojas da capital tailandesa começaram nesta quarta-feira a impor um racionamento de emergência, enquanto a primeira-ministra do país alertou que partes da cidade podem passar até um mês inundadas. As autoridades declararam um feriado de cinco dias para permitir que a população deixe os locais inundados.

A, REUTERS

26 de outubro de 2011 | 10h31

Um alerta de remoção de moradores de um bairro ribeirinho, mas já distante das áreas alagadas da zona norte, aumentou o nervosismo na metrópole de 12 milhões de habitantes. Muita gente se apressou em armazenar água e comida.

"Após avaliarmos a situação, prevemos que a inundação continuará em Bangcoc por cerca de duas semanas a um mês, antes de a água ir para o mar", disse a primeira-ministra Yingluck Shinawatra. "No entanto (...), não devemos enfrentar a água a até dois ou três metros de altura durante dois ou três meses, como temos visto em outras províncias."

As piores inundações em meio século na Tailândia já deixaram pelo menos 366 mortos desde meados de julho, além de afetar o cotidiano de quase 2,5 milhões de pessoas. Mais de 113 mil estão desabrigados e 720 mil precisam de assistência médica.

Com a aproximação da maré cheia no golfo da Tailândia, Seri Supharatid, diretor do Centro de Mudança Climática e Desastres da Universidade Rangsit, disse que o destino da cidade depende da resistência dos diques fluviais. "No pior cenário, se todos os diques se romperem, todas as partes de Bangcoc ficarão mais ou menos inundadas", disse Seri.

O dano econômico é difícil de quantificar, mas o Banco Central reduziu neste mês a previsão de crescimento do PIB para este ano de 4,1 para 3,1 por cento. A projeção do Ministério das Finanças foi mais sombria: 2 por cento.

Sete polos industriais em províncias vizinhas a Bangcoc tiveram de interromper as atividades, causando prejuízos de bilhões de dólares e deixando 650 mil pessoas temporariamente sem trabalho.

O governo aprovou na terça-feira uma verba de 10,6 bilhões de dólares para a reconstrução do país, num processo que já começou a ser discutido entre autoridades e empresários de diversos setores.

O ministro do Turismo, Chumphol Silpa-archa, disse que entre 500 mil e 1 milhão de turistas podem deixar de visitar a Tailândia neste ano devido às inundações. A previsão inicial era de 19 milhões de visitantes em 2011.

Foi decretado feriado de quinta a segunda-feira, para que as pessoas possam deixar Bangcoc, mas os mercados financeiros continuarão funcionando. Para esta quarta-feira, havia a previsão de mais temporais.

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