TAM reitera que seguro cobre até US$ 1,5 bilhão

O diretor financeiro e de relações com investidores da TAM, Líbano Miranda Barroso, reiterou hoje que a apólice de seguro da empresa prevê uma cobertura total de US$ 1,5 bilhão e que os custos ligados ao acidente com o Airbus, ocorrido no dia 17 de julho, serão cobertos pelo seguro. "Não temos previsão de nenhum custo adicional", afirmou. Segundo o executivo, que participou hoje de reunião com analistas de mercado para comentar o balanço financeiro da empresa do segundo trimestre de 2007, a AIG e os resseguradores abriram um fundo para os gastos com a tragédia que é superior aos custos incorridos até o momento. "Não há descasamento no fluxo de caixa", disse.Questionado sobre as regras internas da empresa em relação à manutenção e segurança, Barroso destacou que nenhuma companhia aérea economiza nesses quesitos. "Para a TAM, a questão da segurança é uma obrigação". O diretor destacou que a companhia é a única no Brasil com a certificação IOSA - um padrão internacional de manutenção e segurança. "Equivale a um rating financeiro, por isso temos facilidade em fazer compartilhamento de vôos com empresas internacionais", explicou.Barroso acrescentou ainda que a TAM segue os padrões de manutenção da Airbus e da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O executivo reiterou que a utilização de uma aeronave com o reverso travado é perfeitamente normal e que o mesmo é um item complementar e não essencial. "O avião pode voar inclusive sem os dois", disse. O executivo destacou, no entanto, que após o acidente, a empresa decidiu que seus aviões não pousam mais em Congonhas em dias de chuva e ressaltou que ele e sua própria família continuam voando de TAM. "Nós temos segurança", afirmou.

BETH MOREIRA, Agencia Estado

16 de agosto de 2007 | 18h15

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