Tanzânia prende 7 piratas após ataque a navio da Petrobras

A Tanzânia prendeu sete supostos piratas somalis depois de um ataque a um navio de exploração de petróleo e gás operado pela Petrobras na costa do país do leste da África.

FUMBUKA NGWANAKILALA, REUTERS

04 de outubro de 2011 | 14h19

"O Centro Marítimo de Coordenação de Resgate (MRCC, na sigla em inglês) recebeu relatos de um ataque contra uma embarcação de exploração conhecido como Ocean Rig Poseidon", informou o Registrador de Embarcações da Tanzânia em um comunicado nesta terça-feira.

"No incidente, sete piratas armados em um barco pequeno atacaram o navio. O pessoal da segurança do navio, com a ajuda da Marinha tanzaniana, devolveu o fogo e conseguiu subjugar e prender os piratas."

A Petrobras tem um acordo de compartilhamento da produção para as bacias marítimas nos blocos 5 e 6 na costa da Tanzânia e iniciou o trabalho de exploração do barco Poseidon em Mtwara, no sudeste da Tanzânia, em setembro.

A empresa brasileira, que investiu 11 milhões de dólares na Tanzânia e planeja injetar outros 14 milhões de dólares para desenvolver o porto de Mtwara, informou que a embarcação trabalhará na exploração durante 20 meses.

O incidente, que segundo as autoridades ocorreu na noite de segunda-feira a cerca de 82 milhas náuticas da capital Dar es Salaam, aumenta para 18 o número de piratas presos na Tanzânia em seguida a ataques nas águas territoriais do país no Oceano Índico.

Em abril, a Tanzânia determinou que o Exército escoltasse os navios de petróleo e gás na costa do país para protege-los de piratas somalis, que são suspeitos de sequestrar trabalhadores expatriados nos barcos de exploração buscando resgates volumosos.

Analistas advertiram que provavelmente os piratas somalis se voltariam para alvos menores, como turistas no vizinho Quênia, em resposta a uma defesa mais forte das embarcações comerciais feita por seguranças privados.

O incidente com o navio da Petrobras acontece após dois casos separados de sequestro de mulheres ocidentais no Quênia em menos de um mês. Os sequestradores fugiram em um barco rápido para a região sul da Somália, que faz fronteira com o norte do Quênia.

Militantes somalis da Al Shabaab também intensificaram seus ataques no país do Chifre da África, matando ao menos 70 pessoas em um ataque em Mogadíscio nesta terça-feira.

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