Tarifa do metrô será discutida só em 2014, diz Alckmin

Um dia após enviar à Assembleia Legislativa a proposta de orçamento do Estado para 2014, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse nesta terça-feira, 01, não ser possível garantir o congelamento das tarifas de trem e metrô a R$ 3 no ano que vem, quando deve disputar a reeleição.

FABIO LEITE, Agência Estado

01 Outubro 2013 | 16h38

"Essa questão de reajuste, primeiro, é uma decisão para o ano que vem, não é agora. Segundo, depende da inflação. Se tiver inflação baixíssima ou não existirá [reajuste] ou será baixíssimo. Se tiver inflação maior, terá mais necessidade [de aumentar a tarifa]. Mas isso é tudo para se discutir no ano que vem", disse o governador.

Historicamente, as tarifas de trem e metrô são reajustadas entre janeiro e fevereiro de cada ano, conforme a inflação do período. Neste ano, o aumento havia sido adiado para junho a pedido da presidente Dilma Rousseff (PT). Mas após a série de protestos daquele mês, Alckmin e o prefeito da capital, Fernando Haddad (PT), revogaram o aumento conjunto de R$ 0,20 para metrô e ônibus.

Na segunda-feira, 30, Haddad sinalizou que deverá congelar a tarifa de ônibus em 2014. Isso porque no projeto de orçamento da capital que ele encaminhou para a Câmara Municipal, prevê R$ 1,65 bilhão para subsidiar as tarifas, bem acima dos R$ 1,2 bilhão previstos para este ano após o congelamento da tarifa.

"Eu não sei a decisão da prefeitura. O Estado nós vamos avaliar o ano que vem", reiterou Alckmin, dizendo que no orçamento de R$ 188,8 bilhões enviado à Assembleia não está especificado se o governo conta com receitas adicionais de um possível reajuste. "Isso [aumento da tarifa] não faz parte, especificamente, do orçamento. O orçamento não tem esse nível de detalhe", completou.

Saúde

Nesta terça, Alckmin afirmou que vai expandir o atendimento de dez Ambulatórios Médicos de Especialidades (AMEs) aos sábados a partir deste final de semana. As unidades escolhidas são: Heliópolis (capital), Carapicuíba (Grande São Paulo), Caraguatatuba, Praia Grande e Santos (litoral), Bauru, Franca, Jundiaí, Presidente Prudente e São José do Rio Preto (interior).

"Nós faremos mais 4.800 consultas/mês a mais só aos sábados, além de mais 500 consultas não médicas, 4.500 exames diagnósticos e 230 cirurgias a mais", disse Alckmin. As AMEs vão atender oito horas por dia a cada sábado, sendo que o horário de abertura vai variar de acordo com cada unidade, às 7h ou às 8h.

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