Taxa de lixo de hospitais e clínicas subirá 66% em SP

A taxa municipal cobrada para o recolhimento de lixo de hospitais, de clínicas médicas e odontológicas e de outros estabelecimentos de saúde em São Paulo sofrerá aumento de 66% a partir de 2012. É mais uma mudança que consta no pacote tributário enviado pelo prefeito Gilberto Kassab (PSD) à Câmara Municipal e que deve ser aprovado até o fim de maio.

AE, Agência Estado

19 de abril de 2011 | 10h31

A cobrança para grandes geradores de resíduos hospitalares passa de R$ 22 mil para R$ 37 mil mensais. O sindicato do setor já argumenta que o reajuste será repassado aos pacientes.

Atualmente, a taxa mensal varia de R$ 1,4 mil (para geradores de 50 a 160 quilos de resíduos sólidos por dia) a R$ 22,5 mil (mais de 650 kg por dia). Com o aumento, a cobrança sobe para R$ 2,3 mil para os primeiros e para R$ 37,4 mil para os grandes geradores - casos dos hospitais com mais de 200 leitos.

A cobrança pelo recolhimento de lixo para esse tipo de estabelecimento foi criada em 2002 pela prefeita Marta Suplicy (PT) junto com a taxa do lixo, extinta em 2005. A taxa dos hospitais foi mantida e, agora, a atual gestão tenta o primeiro reajuste.

Para o Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios de São Paulo (Sindhosp), o aumento é "abusivo". "Com aumento tão expressivo, deve ter repasse para o custo de serviços, especialmente nas clínicas e em hospitais médios", disse a superintendente jurídica do Sindhosp, Eriete Ramos. "Discutimos e já há hospitais se manifestando contra essa tentativa. Estaremos na audiência pública de terça-feira, para expor a posição dos hospitais, clínicas e laboratórios." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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