Tecnologia ajudará na exportação

Mercados hoje fechados à carne brasileira poderão rever posições após a aplicação em massa da nova vacina

O Estado de S.Paulo

26 Novembro 2008 | 02h09

Eliminar o risco de resultado falso-positivo em testes sorológicos para aftosa é fundamental para o Brasil conquistar novos mercados importadores de carne bovina in natura, avalia o consultor Fabiano Tito Rosa, da Scot Consultoria. Hoje, grandes consumidores de carne bovina, como Estados Unidos e Japão, não compram a carne in natura brasileira por causa do status sanitário do País. Atualmente, a maioria das regiões brasileiras é considerada área livre de aftosa com vacinação. Apenas o Estado de Santa Catarina tem status livre de aftosa sem vacinação. "A maior barreira à carne bovina brasileira é a aftosa. Metade do mercado internacional está fechado para nossa carne in natura porque só compram de países livres de aftosa sem vacinação", diz Tito Rosa. Chegar ao status de País livre de aftosa sem vacinação, porém, é uma missão difícil. "Temos um rebanho muito grande, de quase 200 milhões de cabeças, extensão territorial grande, fronteira seca com países de controle sanitário precário, grande parte do território coberto por floresta, o que dificulta o controle, e, por fim, somos um país em desenvolvimento, não temos recursos financeiros para adotar todas as medidas necessárias", enumera o consultor. Mas ele acredita que a nova geração de vacinas contra aftosa vai derrubar um dos principais argumentos contra a carne brasileira in natura: a presença do vírus no rebanho. "Temos de aproveitar essa nova tecnologia para reforçar nossa argumentação e voltar a negociar a abertura desses mercados. A chance nunca foi tão boa."

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