TECNOLOGIA FOI ADAPTADA

Embrapa Hortaliças aprimorou máquinas e equipamentos para processar cenouras

O Estado de S.Paulo

23 de junho de 2010 | 02h29

Atecnologia de processamento da cenoura, difundida pela Embrapa Hortaliças desde 2001, teve como propósito inicial reduzir o desperdício da hortaliça no campo, mas acabou se tornando boa opção de renda para produtores por causa de seu alto valor agregado. "Para atender ao padrão do mercado, cenouras muito finas e muito compridas são descartadas. Isso resulta em perdas de até 20%. Nosso objetivo foi dar um destino a esse produto que era jogado fora", diz a pesquisadora da Embrapa Hortaliças, Milza Moreira Lana.

A Embrapa adaptou, primeiro, máquinas e equipamentos americanos para pequenas agroindústrias. Depois, selecionou materiais genéticos para desenvolver variedades para o processamento e adaptadas ao clima brasileiro. A variedade esplanada, com raiz mais fina e mais comprida, resistência às principais doenças de folha, boa adaptação a altas temperaturas e coloração laranja uniforme, por dentro e por fora, foi lançada em 2005. "A Embrapa difunde a tecnologia e o produtor pode aprimorá-la."

Hoje, a Embrapa detém as marcas registradas das minicenouras Cenourete e Catetinho ? a primeira tem formato e tamanho da baby carrot americana e a segunda é esférica ? e difunde a tecnologia entre produtores. "O processamento é opção de renda e reduz o desperdício da hortaliça no campo."

A Embrapa tem dois modelos de processadoras: uma processa 8 quilos de cenoura em 2,5 minutos e a outra 2 quilos em 2,5 minutos. Além da processadora, há uma cortadora, cuja capacidade de corte é de 2,5 toneladas de cenoura por dia (com dois funcionários), e a classificadora, composta por esteiras. A classificação e o corte podem ser manuais, mas o rendimento cai. Manualmente, dois funcionários conseguem cortar 264 quilos de cenoura por dia. / F.Y.

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