Tecnologia wireless protege 'Monalisa' no Louvre

É a primeira obra de arte a ganhar monitoramento das 'funções vitais' por bluetooth

Ansa

23 de novembro de 2007 | 11h36

Um aparelho dotado de tecnologia wireless já está monitorando as "funções vitais" da Monalisa, a obra-prima de Leonardo Da Vinci exposta no Museu do Louvre, informa a publicação italiana Panorama, que na edição desta sexta-feira, 23, traz uma entrevista com Paolo Dionisi Vici, idealizador do projeto. Veja também: 'Última Ceia', de Da Vinci, ganha alta definição na web O Lab-Mob, como é chamado, é programado para transmitir informações sobre condições ambientais, tais como temperatura e umidade, na área da pintura, e serve como instrumento de precisão na conservação dos quadros. "Este aparelho é uma idéia em fase de desenvolvimento que parte dos princípios dos sistemas auto-regulados, mas dispõe de tecnologia wireless baseada sobre o protocolo bluetooth", explica o idealizador do aparelho. "Um ovo de Colombo, capaz de monitorar eventuais comportamentos anômalos nos materiais e de verificar condições potencialmente arriscadas para as obras", acrescenta Dionisi Vici. A funcionalidade da transmissão wireless foi testada durante a última manutenção da vitrine que protege a Gioconda, depois de uma monitoramento de testes entre maio e outubro. Assim, desde 6 de novembro a Monalisa é a primeira pintura em tela a experimentar o sistema, cuja primeira versão, ainda com fios, foi aplicada em 2000 em La Madonna delle Grazie, de Bernardo Daddi. "Um dos maiores estudiosos do equilíbrio madeira-umidade conheceu o kit e me perguntou se eu me interessaria por aplicá-lo na Monalisa. Obviamente a resposta foi sim, mas o problema eram os fios, que deveriam sumir de qualquer jeito, para não atrapalhar o público do Louvre", lembra o cientista. "Então me veio em mente utilizar o protocolo bluetooth, idéia que se tornou realidade em 6 de novembro", acrescenta. "Um instrumento com essas características representa uma pequena revolução."

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