Nana Tucci/AE
Nana Tucci/AE

Tem tudo que o corpo precisa’ (mas não coma mais de duas)

Onde achar a castanha-do-pará mais fresquinha de São Paulo? Uma das melhores está na Feira Orgânica do Parque da Água Branca, na barraca do manauara Virgílio Ramos, que há três anos representa a empresa mato-grossense Ouro Verde na capital.

Nana Tucci ,

26 Outubro 2011 | 20h06

Duas vezes por mês, sempre às quintas-feiras, chegam lotes de Alta Floresta. São 15 pacotes de 20 kg de castanhas-do-pará secas e embaladas a vácuo que mensalmente somam 600 kg. Com dois ajudantes (os próprios filhos), Virgílio as reembala em sacos de 100g (vendidos a R$ 5).

A maior parte já vem seca, mas há uma parte in natura, na casca, para a clientela de Virgílio que prefere saboreá-la da maneira mais natural possível. "Se deixar um pouco de molho na panela, é abrir e comer como se tivesse catado debaixo da castanheira", diz Virgílio. A cada dia, vende cerca de 25 kg de castanha in natura, contra 150 kg da seca.

Virgílio ensina aos clientes como extrair o leite em casa, dá receitas que levam o azeite, a farinha e o creme - produtos que também vende. E lista as propriedades nutricionais do produto "que tem tudo o que o corpo humano precisa". Mas se o cliente começa a comer castanha sem parar, alerta: "Só duas por dia". É que o excesso de selênio faz mal. Ele conta que de uma tonelada de castanha, só se aproveitam 300 kg. "Muitas não vingam por causa da umidade da floresta", explica. Faz tudo parecer muito especial, o Virgílio. E é.

ONDE

Feira Orgânica do Parque da Água Branca. Av. Francisco Matarazzo, 455. 3ª, sábado e domingo, 6h30/12h. Virgílio Ramos (tel. 7045-9400)

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.