Temer defende voto majoritário em eleição de deputados

O vice-presidente Michel Temer defendeu nesta quarta-feira o voto majoritário para eleição dos deputados, proposta diferente da do PT, que tem pregado o voto em lista. O tema faz parte dos debates para realização de uma reforma política.

REUTERS

18 de fevereiro de 2011 | 13h53

"Eu acho que o voto em lista foi tentado várias vezes na Câmara e não prosperou. Acho que há uma dificuldade extrema para aprovar o voto em lista", disse Temer a jornalistas, após palestra sobre reforma política para empresário na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

O presidente licenciado do PMDB disse que se esta for uma disputa com o PT, "será uma disputa boa, porque é uma disputa temática e não por cargos, por espaços".

O vice-presidente explicou que sua tese para a eleição na Câmara é da maioria dos votos, o mesmo sistema que já existe no Senado.

"Nós teríamos uma espécie de distritão. São Paulo tem 70 vagas para deputado, os 70 mais votados seriam eleitos", afirmou.

Pelo modelo do voto em lista, o eleitor vota numa lista de candidatos definidas pelos partidos.

O vice presidente defende ainda a fidelidade partidária em que um político é eleito por um partido e não pode sair até o fim do mandato.

Temer alertou que sua proposta é de caráter pessoal e que não se trata de uma posição de governo. No entanto, o vice afirmou que já comentou o tema com a presidente Dilma Rousseff, que considerou o debate útil.

(Por Carmen Munari)

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