Tempo calmo ajuda a limpar Golfo do México

Enfraquecimento dos ventos adiou a chegada da mancha de petróleo à costa dos Estados Unidos

AP e Efe, O Estado de S.Paulo

05 de maio de 2010 | 00h00

MOBILE, ALABAMA

Os ventos e as ondas no Golfo do México enfraqueceram ontem, o que ajudou as equipes que tentam limpar um vazamento de quase 800 mil litros de petróleo por dia que afeta pelo menos quatro Estados americanos. Imagens de satélite mostraram que a mancha diminuiu, mas isso indica apenas que parte dela submergiu.

Segundo um representante da empresa British Petroleum (BP), concessionária da plataforma que afundou no dia 22 de abril após explosão ocorrida dois dias antes, mais de 20 embarcações procuravam por sinais de que a mancha de petróleo teria alcançado a costa da Louisiana. Nas praias e baías, pessoas esperavam para saber a magnitude do desastre.

As previsões mais recentes afirmavam que o petróleo só deve chegar à costa daqui a dois dias. O tempo calmo permitiu que equipamentos de proteção fossem colocados na água e outros, reparados. Havia também o plano de fazer mais queimas de parte da manha de petróleo.

O presidente da BP, Tony Hayward, afirmou que um domo de contenção será colocado sobre a maior fonte do vazamento amanhã e que ele seria ligado a um navio que recolheria o petróleo no fim de semana. O procedimento nunca foi feito a uma profundidade tão grande, de 1,6 mil metros. A BP, que já perdeu US$ 32 bilhões em valor de mercado após a crise, pagou ao Estado da Flórida US$ 25 milhões para iniciar os trabalhos de limpeza na costa.

Os EUA receberam ofertas de ajuda de 12 países e organizações internacionais, segundo o Departamento de Estado.

O efeito do desastre sobre a vida selvagem ainda não foi determinado. No Mississippi, em 29 tartarugas mortas encontradas na costa não foram encontrados sinais de petróleo. Mais exames serão feitos para determinar possível contaminação dos peixes que esses animais consomem.

"Ato de Deus." O governador do Texas, Rick Perry, disse que o vazamento de petróleo é um "ato de Deus" e que não é inteligente especular a razão da explosão na plataforma. Segundo ele, a expressão "ato de Deus" quer dizer "ninguém sabe o que aconteceu". /

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