Tempo mais seco permite início da colheita

Em Guaíra e Promissão, os milharais irrigados semeados em setembro já estão maduros e cereal promete bons preços

Fábio Marin, O Estado de S.Paulo

20 Fevereiro 2008 | 03h06

O período teve temperatura amena e queda no volume de chuva em relação às semanas anteriores. A temperatura máxima não passou de 30 graus em todo o Estado, por causa da nebulosidade intensa, enquanto a mínima oscilou entre 18 e 24 graus em Iguape.A temperatura amena não baixou a taxa de evapotranspiração, que oscilou entre 3,6 e 4,3 milímetros por dia em todo o Estado. As altas taxas de evapotranspiração, porém, não baixaram as reservas de água no solo. Mas a redução das chuvas baixou o excedente hídrico, facilitando as atividades de campo e minimizando o impacto sobre as estradas rurais. LAVOURAS MADURASA redução do volume de precipitação permitiu o início da colheita do milho em Guaíra e Promissão, onde as lavouras irrigadas semeadas em setembro já estão maduras. A expectativa é a de que as lavouras atinjam 120 sacas/hectare e que os produtores possam aproveitar o melhor momento para a cultura desde 2003. O tempo também permitiu o início da colheita das lavouras mais precoces de amendoim em Jaboticabal e Taquaritinga, mas a umidade elevada retarda a secagem do produto. Nos cafezais de Garça, Pinhal, Caconde e Franca os produtores continuam atentos aos tratamentos fitossanitários para manter a ferrugem sob controle. A doença é favorecida pela temperatura amena e umidade elevada - condição instalada há quatro semanas no Estado de São Paulo. As chuvas também atrasaram a colheita da soja em Palmital e Tarumã. No Estado, a colheita ainda não começou; no ano passado, 5% das áreas já haviam sido colhidas nesta época. Nas parreiras de niagara em Vinhedo, Jundiaí e São Miguel Arcanjo a colheita prosseguiu em condições razoáveis; em Jales, os viticultores pulverizaram as videiras contra fungos. O tempo permitiu o preparo do solo e a semeadura do milho safrinha no sudoeste, com expectativa de boa produtividade para as áreas semeadas em fevereiro. A partir de março o risco de perda aumenta progressivamente e, a partir do dia 15, o zoneamento agrícola não recomenda mais a instalação de lavouras.Também prosseguiu o plantio da cana-de-ano-e-meio em Presidente Prudente, Araçatuba, Piracicaba e Jaú; a semeadura do feijão em Itapeva, Capão Bonito e Itaberá e a poda dos pomares de pêssego de Valinhos e Avaré. *Fábio Marin é pesquisador da Embrapa Informática Agropecuária. Para mais informações sobre tempo e clima no Brasil, acesse www.agritempo.gov.br

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