Temporal causa pontos de alagamento e transtornos em SP

Cidade entrou em estado de atenção devido ao risco de desabamentos e teve trânsito acima da média às 23h

Elvis Pereira e Fabiana Marchezi, do estadao.com.br,

21 Fevereiro 2008 | 20h50

Fortes chuvas castigaram, por cerca de duas horas, as zonas leste e sul da capital e o ABC paulista no início da noite desta quinta-feira, 21. No limite entre São Paulo e São Caetano do Sul, choveu 81,3 milímetros, equivalentes a quase 40% do volume de água esperado para todo o mês de fevereiro na cidade - 217 mm. Carros ficaram ilhados em Moema, na zona sul, e na Avenida Paes de Barros, na Vila Prudente.    Chuva derruba muro do aeroporto de Congonhas   A capital registrou 46 pontos de alagamentos e, até as 23 horas, 29 deles permaneciam intransitáveis, provocando congestionamento de 94 km à noite. Um muro de contenção do Aeroporto de Congonhas, na zona sul, caiu.   Todas as regiões da capital, com exceção da zona oeste, entraram em estado de atenção. À noite, o principal ponto de alagamento intransitável estava na Avenida do Estado, com o transbordamento do Rio Tamanduateí na altura da Praça Alberto Lion. A Avenida Aricanduva com a Avenida Itaquera, na zona leste, e a Rua das Juntas Provisórias, na zona sul, também permaneciam sob as águas.   O Corredor Norte-Sul (formado pelas Avenidas 23 de Maio, Rubem Berta e Moreira Guimarães) também registrou pontos de alagamentos e apresentou a maior fila de engarrafamento da capital, com 8,7 km entre a Praça da Bandeira e o Viaduto João Julião da Costa Aguiar, no sentido zona sul.   A Rodovia Anchieta foi interditadas às 19 horas entre os km 10 e 14, nos dois sentidos, na região de Diadema, no ABCD paulista, segundo a Ecovias, empresa que administra o Sistema Anchieta-Imigrantes. Por volta das 20h15, os alagamentos já provocavam cerca de 3 quilômetros de congestionamento no sentido capital da via.   Trem ilhado    As operações da Linha D (Luz-Rio Grande da Serra) da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) foram interrompidas às 18h30. Embora a empresa tenha divulgado nota com a informação de que os trens aguardavam o retorno das operações nas estações, uma composição que seguia lotada para o ABC ficou ilhada entre as Estações Ipiranga e Tamanduateí. "Estamos aqui sem socorro desde às 19h30", contou a assistente de atendimento Carolina de Almeida Campos, de 24 anos, que mora em Santo André e trabalha na zona norte.   Segundo Carolina, os bombeiros chegaram de bote ao trem por volta de 23 horas, sem saber como conduziriam o resgate dos passageiros. "No meu vagão, tem uns dez idosos, e muitos estão em pé", contou a assistente. Antes da chegada dos bombeiros, ela conta que o operador do trem avisou apenas uma única vez, por volta de 20h30, que o resgate chegaria. Diferentemente da CPTM, o Metrô seguiu normalmente com as operações.   Em São Caetano do Sul, o Ribeirão dos Meninos e o Rio Tamanduateí transbordaram e deixaram de baixo d’água o Bairros Fundação, São José e Prosperidade. Segundo a defesa civil do município, não há registro de vítimas em decorrência das enchentes, mas há registro de moradores ilhados em suas casas à espera de a água baixar.   O Esporte Clube São Caetano, no Fundação, foi tomado pelas águas do Tamanduateí por volta de 19h30. "Em menos de 20 minutos, estacionamento, campo, prédio foram inundados e água passou de 2 metros", conta o empresário Luiz Paulo Ferreira, de 46 anos, que perdeu um Audi A3.   Texto alterado às 00h10 para acréscimo de informações.

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