Terapia genética reverte distrofia muscular em ratos

Cientistas da Universidade da Flórida usaram terapia genética para eliminar contrações musculares prejudiciais em ratos mutantes com uma forma comum de distrofia muscular. A doença hereditária, conhecida como distrofia miotônica, atinge uma em cada 8.000 pessoas e faz com que os músculos esqueléticos percam a capacidade de relaxar, uma vez contraídos.O trabalho, publicado na edição desta semana da Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), parte de pesquisas anteriores que haviam mostrado que a distrofia miotônica é causada por genes defeituosos que bloqueiam a ação de importantes proteínas dentro das células.Na pesquisa mais recente, pesquisadores usaram ratos que carregam genes mutantes e desenvolvem problemas musculares característicos da distrofia. Os cientistas alteraram um vírus, o AAV, para produzir um excesso de uma das proteínas bloqueadas pela mutação nos ratos. Eles injetaram o vírus na panturrilha dos ratos mutantes.Segundo os cientistas,a distrofia miotônica foi corrigida quatro semanas após a injeção, e depois de 23 semanas, o problema tinha sido completamente eliminado.

Agencia Estado,

17 de julho de 2006 | 18h50

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.